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OCUPAÇÃO POR ELAS

Setor de mineração busca ampliar diversidade no ambiente de trabalho

terça-feira, 05/11/2019, 19:53 - Atualizado em 05/11/2019, 19:53 - Autor: DOL


| Divulgação

Conhecido tradicionalmente como masculino, o setor mineral está cada vez mais sendo ocupado pelo público feminino em todos os níveis de operação. Entre 2006 e 2014, o número de mulheres trabalhando formalmente na mineração mais que dobrou, passando de um pouco mais de 10 mil para em torno de 21 mil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).

Hoje elas ocupam cargos gerencias, supervisão, técnico e também no chão de fábrica e mostram que lugar de mulher é onde ela quiser. Franciele Cardoso, 28 anos, trabalhava há sete anos em casa de família fazendo serviços domésticos e viu a oportunidade de ampliar o conhecimento em um seletivo para jovem aprendiz.

Dois anos de estudo e se tornou eletricista na mina de Carajás, não de eletrodoméstico, mas de um dos gigantes da mineração, os caminhões fora de estrada, que chegam a ter a altura de um prédio de três andares. "O caminhão fora de estrada representa para mim uma profissão e uma mudança de vida. Estudei e fui buscando conhecimento. Às vezes, a gente mesmo coloca na cabeça da gente de que não somos capazes, mas temos que pensar positivo: que todas nós mulheres somos capazes de conquistar o nosso espaço, só não podemos mesmo é desistir", motiva ela.

A indústria de mineração quer expandir a diversidade em suas operações. "Temos percebido um movimento no setor como um todo por maior contratação e mulheres. O público feminino cada vez mais vem buscando capacitação e ocupando espaços com um trabalho diferenciado, de qualidade e eficiente", diz o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), José Fernando Gomes Jr.

Entre os investimentos, a Vale iniciou ontem (5), em Parauapebas, turma de capacitação com o maior grupo de mulheres da história de Carajás. A empresa, líder mundial na produção de minério de ferro, irá capacitar 252 mulheres.  O Programa de Formação Profissional (PFP) é um dos programas Porta de Entrada da companhia e tem como objetivo preparar profissionais para o mercado de trabalho. O grupo foi classificado entre mais de 15 mil inscritos.

INCLUSÃO

O setor tem buscado ampliar também a inclusão social. Pessoas com deficiência vem conquistando espaços e descobrindo novas habilidades. A oportunidade de inclusão traz motivação e reforça que todos são eficientes, quando se tem vontade de aprender. No grupo de mulheres, 12 são pessoas com deficiência que se juntam a mais 13 homens e formam a maior turma também de pessoas com deficiência que iniciarão capacitação.

Lohane Gomes é um das 252 mulheres que integram a turma e se emocionou durante a aula inaugural. "Não tem como não se emocionar diante de tantas mulheres, a gente conseguiu chegar aqui, e hoje estamos tendo essa oportunidade de nos capacitar. Meu objetivo agora é mostrar do que sou capaz e mostrar o meu trabalho da melhor forma possível, conta ela. 

A aula inaugural dá o ponta pé inicial de formação teórica do grupo, com duração de seis meses de aulas no Serviço Nacional da Indústria (Senai), em Parauapebas. A próxima etapa da formação, a fase prática, tem duração de um ano e será realizada no Complexo Minerador de Carajás, com mentoria de empregados qualificados em cada processo.

O percentual de aproveitamento do Programa de Formação Profissional é de 85%, como o gerente de RH do Corredor Norte, Saulo Prazeres. Ouça o áudio.

Por meio de ações focadas na qualificação profissional na região, em 2018, mais de 840 jovens ingressaram na Vale pelos chamados programas Porta de Entrada. Entre eles: o Programa de Formação Profissional, Jovem Aprendiz e Estágio, nas modalidades, regular, técnico e de 40 horas.

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