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Complexo penitenciário com 612 vagas é inaugurado no Pará

terça-feira, 05/11/2019, 07:28 - Atualizado em 05/11/2019, 07:49 - Autor: Diário do Pará


As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará

A construção do Complexo Penitenciário de Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará, durou, aproximadamente, seis anos e foi finalizada sob responsabilidade da empresa Norte Energia. Ontem, o governador Helder Barbalho e o secretário extraordinário para Assuntos Penitenciários, Jarbas Vasconcelos, presidiram a cerimônia de inauguração.

O Complexo Penitenciário irá reforçar o sistema prisional do Pará com mais 612 vagas divididas em três unidades: uma voltada para o regime semiaberto (201 vagas); a segunda direcionada apenas para mulheres (105 vagas); e o masculino (306 vagas).

A nova prisão faz parte de um convênio firmado pela Norte Energia com o Estado, no valor total de R$ 125 milhões, custeado pela empresa. A obra deveria ter sido entregue em 2016. “O complexo é um projeto muito necessário para esta região da transamazônica, se localiza numa área muito importante para nós. Um complexo que vem como o sistema de segurança atual, como projeto de formação profissional, educação para a população prisional e acomunidade em geral”, ressaltou Jarbas Vasconcelos.

RESGATE

Nas alas feminina e masculina há espaços destinados à ressocialização dos presos, como salas de aula, salas de informática, bibliotecas e áreas que podem ser transformadas em ambientes de trabalho. Cada cela, com pia e vaso sanitário, deve alojar oito custodiados. Em cada ala há celas de isolamento e celas para pessoas comdeficiência, além de espaços para visitas de familiares e atendimento jurídico.

No alojamento feminino há espaço para creche, sala de vacinação e de atendimento odontológico. Em cada prédio há quatro torres de vigilância, posicionadas estrategicamente. O sistema de ventilação, todo instalado na parte superior do complexo, permite a circulação de vento até nos horários em que o calor é mais forte. O presídio possui ainda um sistema de tratamento de esgoto próprio, que atenderá apenas ao complexo. Há também uma área voltada para a plantação de sete hectares de açaí, onde um projeto de geração de renda será aplicado com os presos. Primeiro, será ocupado o pavilhão da ala masculina. Até o final do mês, a ala feminina e por fim, a área do regime semiaberto.

“Isso tudo faz parte da nossa estratégia para manter que o sistema penal esteja qualificado e cumprindo procedimentos que permitam que possamos entregar para a população um ambiente de paz e que os custodiados consigam cumprir as penas com dignidade,ressaltou Helder Barbalho.

Ainda este mês, 306 novas vagas serão abertas em Abaetetuba, 306 em Tucuruí e mais 306 em Parauapebas. Totalizando, 1.530 novas vagas no sistema carcerário do Pará.

FUNCIONAMENTO

- As atividades do complexo serão realizadas com o uso dos novos procedimentos de segurança e portarias da Susipe.

- Pelas diretrizes do sistema federal, com base no Departamento Penitenciário Nacional, as casas penais serão lotadas com agentes penitenciários concursados e treinados por agentes federais da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, que atua do Pará desde julho de 2019.

As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará
As unidades são voltadas para o regime semiaberto, para mulheres e masculino | Marcos Santos/Agência Pará

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