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Mais de 279 mil paraenses vão fazer a prova do Enem neste domingo 

domingo, 03/11/2019, 09:35 - Atualizado em 03/11/2019, 10:22 - Autor: Alexandra Cavalcanti/Diário do Pará


Professor Reginey Martins e alunos durante a fase final de preparação para o Enem.
Professor Reginey Martins e alunos durante a fase final de preparação para o Enem. | Ricardo Amanajas/Diário do Pará

Criado há 20 anos como alternativa para o tradicional vestibular, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja primeira prova deste ano será realizada neste domingo (3), ao longo desse tempo já passou por algumas mudanças. Entre as principais, estão as relacionadas aos dias de prova, ao conteúdo e a forma como seria usado para o ingresso nas universidades.

No dia do Enem, celulares adiantam uma hora mesmo sem horário de verão


No início do ano, o presidente da República Jair Bolsonaro falou da intenção do governo de eliminar do exame questões do que ele chama de “viés ideológico”. Para isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC) criou uma comissão encarregada por fazer uma triagem no banco de questões do Enem e eliminar aquelas que pudessem gerar polêmicas.

Desde então, o assunto tem gerado discussões nas salas de aulas, especialmente com a primeira prova do Enem sob a gestão do novo governo, marcada para este domingo. Em todo o país, 5.095.382 estudantes estão inscritos para prestar o exame, sendo 279.603 no Pará. Eles farão as provas de Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Professor de História, Jairo Agrassor, que há 18 anos leciona a disciplina para alunos do último ano do ensino médio, afirma não acreditar em uma modificação radical no conteúdo da prova. “A preparação das questões do exame é bem complexa e exige tempo. Por isso, não acredito que haverá grandes mudanças”, afirma.

O professor ressalta, no entanto, que o que pode ter havido é um critério maior na escolha dos temas, deixando de fora alguns assuntos. “No caso de Ciências Humanas é possível que tenha sido usado alguns critérios nas escolhas dessas questões como, por exemplo, deixar de lado aquelas que possam levar a alguma polêmica, que falem sobre ideologias, resistência social, entre outros”, cita.

Nesse sentido, Jairo aposta em assuntos com menos controvérsias. “Será uma prova mais voltada para a temática histórico cultural, memória positiva de eventos históricos como a Proclamação da República, entre outros, que não fujam de um padrão histórico nacional”, acredita.

Na opinião do professor de Geografia Reginey Martins, que há 30 anos leciona a disciplina para alunos do ensino médio, não deve haver grandes mudanças este ano. “Provavelmente, pelo menos para este ano, não haverá grandes mudanças, porque existe um banco de questões que segue o padrão do Enem e ele será mantido”, afirma.

Temáticas 

Questões atuais envolvendo temáticas como queimadas, preservação do meio ambiente e a conservação da Amazônica, segundo o professor, devem aparecer, mas exploradas de uma forma bem específica. “Não acredito que serão abordadas as causas dessas problemáticas, porque isso gera polêmica, mas sim a forma de intervir nessas questões”, aposta.

Ao longo de quase duas décadas de Enem, um dos assuntos que costuma causar certa apreensão nos estudantes é o tema escolhido para a Redação. Este ano, não deve ser diferente. Entretanto, a professora da disciplina Maíra Lopes acredita que alguns assuntos devem ficar de fora das apostas. “Devem ser excluídos temas relacionados a grupos identitários, com abordagem sobre racismo, feminismo e LGBT, conforme já foi informado pelo próprio ministro da Educação”, diz.

Por outro lado, o fato de não abordar o feminismo não significa deixar de fora o tema mulher. “Ele pode aparecer sob outros aspectos como, por exemplo, a mulher na questão da incidência do câncer de mama, entre outros”, ressalta Maíra.

A professora diz, no entanto, que é possível trabalhar com inúmeras outras possibilidades de temas. “Temos assuntos que vão desde a inserção do jovem no mercado de trabalho, passando pela Previdência Social, a questão do idoso, do consumo consciente, da destinação do lixo, do bullying, da obesidade, doação de órgãos, até temas que entraram na agenda do atual governo, como a evasão escolar, que está com uma lei recente, assim como a questão das pessoas desaparecidas”, exemplifica.

Para ela, além do tema, os candidatos devem ficar atentos a outros quesitos também importantes, como a questão da estrutura da redação.

Preparação 

Aos 18 anos, a estudante do último ano do ensino médio Cecília Hatano prestará prova neste domingo em busca de uma vaga no curso de psicologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e também da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Com uma rotina de estudos intensa ao longo do ano, com um média de quatro horas de estudo em casa, além da rotina escolar, ela tem focado nos últimos dias na revisão dos conteúdos e em relaxamento. “Tenho procurado não criar muitas expectativas com relação a prova. Acredito que ela terá sim um reflexo da mudança de governo, mas não acredito numa grande mudança, talvez apenas nos temas das questões”, afirma.

O estudante Gabriel Silveira, 16 anos, vai prestar Enem em busca de uma vaga no curso de biotecnologia da UFPA. Além das horas na escola, onde cursa o último ano do ensino médio, ele também mantém desde o início do ano uma rotina de estudos em casa. “Me preparei bastante ao longo de todo o ensino médio. Além disso, fui bem orientado pelos meus professores sobre essas possíveis mudanças, por isso, estou bem tranquilo com relação a elas”, diz.

Horários do Enem 2019 (De acordo com o horário oficial de Brasília)

- Abertura dos portões: 12h

- Fechamento dos portões: 13h

- Início das provas: 13h30

- Fim da prova no dia 3/11: 19h

- Fim da prova no dia 10/11: 18h30

O que levar no dia da prova? 

- A caneta deve ser esferográfica, de tinta preta, fabricada em material transparente.

- O acesso à sala de provas só será permitido mediante a apresentação de um documento de identificação original e com foto, como identidade, carteira de registro nacional migratório, carteira de trabalho, certificado de reservista, passaporte e carteira de motorista (CNH).

- Caso o documento tenha sido roubado ou furtado antes do exame, o candidato deverá apresentar o boletim de ocorrência expedido por um órgão policial há, no máximo, 90 dias. Também deverá passar por uma coleta de dados biométricos e assinar um formulário especial.

- Candidatos que apresentem documentos permitidos e originais, mas danificados ou com foto infantil, poderão fazer a prova, desde que se submetam a uma identificação especial.

- Antes de entrar na sala cada participante receberá um envelope porta-objetos para guardar itens pessoais. O envelope deve ficar guardado embaixo da carteira, com eletrônicos desligados. E atenção: qualquer som emitido pelos aparelhos eliminará automaticamente o candidato. Alarmes de relógios e celulares entram nessa regra.

Confira a lista do que é proibido e do que é permitido para o Enem: 

O que é obrigatório levar?

- Caneta esferográfica de tinta preta e fabricada em material transparente

- Documento oficial de identificação, original e com foto.

- O que é aconselhável levar para a prova

- Cartão de Confirmação de Inscrição

- Declaração de Comparecimento impressa (caso precise do documento).

O que é proibido?

- Borracha

- Corretivo

- Chave com alarme

- Artigo de chapelaria

- Impressos e anotações

- Lápis

- Lapiseira

- Livros

- Manuais

- Régua

- Óculos escuros

- Caneta de material não transparente

- Dispositivos eletrônicos (wearable tech, calculadoras, agendas eletrônicas, telefones celulares, smartphones, tablets, iPods, gravadores, pen drive, mp3, relógio, alarmes)

- Fones de ouvido ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados imagens, vídeos e mensagens.


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