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SAÚDE

Novembro Azul: Campanha chama atenção para o tratamento do câncer de próstata

domingo, 03/11/2019, 09:18 - Atualizado em 03/11/2019, 09:52 - Autor: Carol Menezes/Diário do Pará


Médico urologista Marcos Tobias Machado.
Médico urologista Marcos Tobias Machado. | Reprodução

A campanha Novembro Azul alerta os homens para os fatores de risco e a importância da prevenção e combate ao câncer de próstata, uma doença que tem entre 80% e 90% de chances de cura se detectada no início. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), entre 1º de janeiro a 5 de setembro deste ano, foram registrados 68 casos de câncer de próstata no Pará.

Em todo o Brasil, só no ano passado foram mais de 68 mil novos diagnósticos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), sendo essa a segunda causa de morte por câncer em homens no país, com mais de 14 mil óbitos. “O maior obstáculo à prevenção é o educacional. No momento em que o homem compreender a necessidade de vir ao médico, ser examinado e realizar exames preventivos para evitar doenças de evolução silenciosa mas potencialmente letais, como a hipertensão arterial, diabete, stress e o câncer de próstata dentre muitas outras, esse cenário deve mudar”, avalia o urologista especialista no tratamento de tumores, Marcos Tobias Machado.

Citando o Inca, o urologista fala em 60 mil casos novos em 2019, com aproximadamente 13 mil mortes pela doença. E com o detalhe de que esses dados são subestimados, já que as estatísticas no Brasil são precárias, segundo ele. “Temos observado uma curva de crescimento no número de casos e mortes em nosso país, e que provavelmente deve aumentar nos próximos cinco a dez anos. Dados dos EUA estimam que um a cada seis homens terá câncer de próstata durante a vida, um número realmente alarmante e que merece atenção”, destaca.

Segundo ele, o número de urologistas que prestam serviço na rede pública no país é insuficiente “tanto para o diagnóstico como para o tratamento das doenças da próstata e outras afecções do aparelho urogenital”, justifica. Marcos Machado sugere a contratação de mais especialistas por parte dos governos, aumentando o acesso dos pacientes ao urologista.

Exames 

Cabe destacar a importância do exame de toque retal, e a dosagem do Antígeno Prostático Específico, o PSA. Aqueles que têm antecedentes familiares de câncer de próstata ou outros adenocarcinomas (mama, cólon e outros) letais, pessoas de raça negra e com dificuldades ao acesso a serviços de saúde são considerados como grupo de risco.

“Há alguns anos, publicamos um estudo importante, em colaboração com pesquisadores da Fundação Pio XI, utilizando os dados coletados pelo Hospital do Câncer de Barretos (SP), mostrando que o fato do indivíduo ser analfabeto aumentava significativamente o risco dele ter um câncer mais grave. Isso reflete que o entendimento da doença e o acesso à saúde também são fundamentais na prevenção do câncer da próstata”, explica.

Dependendo dos fatores de risco é definido o intervalo de investigação necessário para cada indivíduo. Há a necessidade de se fazer uma primeira consulta preventiva na faixa dos 40 anos e seguir as orientações médicas de seguimento. “O câncer de próstata é uma doença de apresentação clínica muito variável. A maioria dos casos tem um comportamento biológico lento e pouco agressivo, o que confere a alta chance de cura se confirmado nas fases iniciais”, complementa o urologista. Dez a 20% dos casos já são diagnosticado em fase mais avançada, ou seja, já com presença de disseminação da doença fora da próstata, chamada de metástase.

O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e as terapias com fontes de energia (HIFU e crioterapia), até os tratamentos paliativos, como o emprego de drogas antiandrogênicas. O tempo de tratamento depende muito do estágio da doença e do tipo de tratamento prescrito.

“A campanha Novembro Azul é um grito de alerta para que os homens, esposas e governantes se atentem para a necessidade dos homens realizarem exames preventivos, no sentido de preservação da sua sobrevida e qualidade de vida. Isso inclui a saúde integral do homem, cardiovascular, hormonal, genito-urinária e psíquica, dentre outras”, destaca.

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