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VISITAÇÃO

Familiares aproveitaram o Dia de Finados para fazer homenagens nos cemitérios

domingo, 03/11/2019, 08:54 - Atualizado em 03/11/2019, 08:54 - Autor: Pryscila Soares/Diário do Pará


No de Santa Izabel, movimento foi intenso desde o início da manhã. Visitantes foram homenagear amigos, parentes e os chamados santos populares.
No de Santa Izabel, movimento foi intenso desde o início da manhã. Visitantes foram homenagear amigos, parentes e os chamados santos populares. | Reprodução

Não importa o tempo que passou. A recordação e a saudade do ente querido que partiu permanecem vivas na memória de seus familiares e amigos. Celebrado ontem (02), o Dia de Finados foi marcado por diversas homenagens e uma grande movimentação de visitantes no cemitério de Santa Izabel, no bairro do Guamá, em Belém. Quem entrava ali era recepcionado por cânticos religiosos, ministrações e a oferta de vendas de produtos como flores, velas, água, além de serviços de lavagem e capinação de sepulturas.

Rosália Paixão, 54, trabalha há 20 anos com a venda de flores em frente ao cemitério. Antes das 9h, ela já havia vendido todos os arranjos de flores que estavam montados. Mas ainda tinha estoque de galhos, maços de vários tipos de flores, além de unidades de rosas. “Mas essa é a única época que melhora mesmo a venda, porque são pessoas que têm mãe, pai, tios, amigos e outros parentes aqui”, avaliou.

Oferecendo serviços de limpeza de sepulturas a quem passava, Joana Santos, 54, atua fazendo esse tipo de manutenção no local há 25 anos. Ela cobra a partir de R$ 10,00 pela lavagem e a capinação a partir de R$ 25,00. “Dá pra tirar uma renda extra. O movimento está razoável. Essa semana que entrou as pessoas começaram a procurar bastante pelos serviços”, disse.

Santos Populares 

Para além de visitar os túmulos de familiares, há quem faça questão de homenagear personalidades consideradas como santos populares. Entre eles está o túmulo do famoso médico paraense Camilo Salgado e de Severa Romana, uma mulher assassinada em 1900. Os devotos acreditam que os chamados santos populares realizam milagres através de suas intercessões. E ornamentam as sepulturas com flores. Alguns desses devotos guardam histórias curiosas, como é o caso da pedagoga Helena Borges, 79.

Ela conta que aos nove anos de idade, recebeu uma graça do médico. Anos depois converteu-se ao espiritismo e tornou-se devota do “santo popular”. “Tive um tumor no joelho e o dr. Pingarrilho, que atendia crianças em casa, disse aos meus pais que podia ser câncer. Pedi pra Deus me levar porque não queria cortar minha perna”, lembra.

“Quando o médico saiu, vi outro entrar e disse que ia me operar, segurou minha perna por dez minutos. Ele falou que eu tinha apenas anemia. Contei a minha mãe e, pelas características, ela me disse que era o médico Camilo Salgado, que já havia morrido. Depois o meu médico voltou com exames e disse que eu realmente só estava com anemia”, conta.

Missa 

Em meio a muitas homenagens, houve a celebração de uma missa no local, com a participação dos visitantes. A telefonista Maria do Socorro Chagas, 60, esteve no local para visitar os túmulos dos pais e irmãos. Emocionada, ela contou que não deixa de homenagear os entes queridos levando flores e rezando por cada um. “É um dia que representa a saudade que sentimos. Uma recordação muito forte dessas pessoas que foram muito importantes para nós”.

Já a aposentada Joana Trindade, 66, visitou as sepulturas dos pais, primos e avós. A data é sagrada para ela, que costuma ficar por alguns momentos em silêncio, relembrando os momentos compartilhados com seus entes. “Lembro deles e dos momentos de alegrias e tristezas que passamos juntos. Rezo para que estejam na paz do Senhor. Vou equacionando horário para poder visitar todos e rezar”, comentou.

Além de visitar os túmulos dos pais, irmãos e sobrinhos, o pedagogo Romeo de Menezes, 74, também faz preces para a “santa popular” Severa Romana. “Foi uma vítima que despertou curiosidade na época dela. O túmulo é um atrativo devido a fé. Fiz um pedido hoje, porque creio piamente nos poderes sobrenaturais dela”, disse. “E Finados é um dia muito especial, dedicado à alma dos nossos entes queridos que, com certeza, no plano espiritual, estão rogando por nós”, reforçou.

No de Santa Izabel, movimento foi intenso desde o início da manhã. Visitantes foram homenagear amigos, parentes e os chamados santos populares. | Reprodução
No de Santa Izabel, movimento foi intenso desde o início da manhã. Visitantes foram homenagear amigos, parentes e os chamados santos populares.
No de Santa Izabel, movimento foi intenso desde o início da manhã. Visitantes foram homenagear amigos, parentes e os chamados santos populares. | Reprodução
No de Santa Izabel, movimento foi intenso desde o início da manhã. Visitantes foram homenagear amigos, parentes e os chamados santos populares. | Reprodução

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