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PERIGO

Ciclovias com rachaduras e buracos apresentam perigo aos ciclistas em Belém 

sábado, 02/11/2019, 07:20 - Atualizado em 02/11/2019, 07:20 - Autor: Thiago Furtado/Diário do Pará


Ciclistas reclamam das condições do espaço destinado a eles.
Ciclistas reclamam das condições do espaço destinado a eles. | Ney Marcondes/Diário do Pará

Quem utiliza a ciclovia localizada ao longo da avenida Duque de Caxias, em Belém, reclama das condições do espaço, que oferece risco aos ciclistas. Rachaduras e pequenos buracos podem ser vistos em alguns trechos, principalmente perto da avenida Dr. Freitas, que podem causar acidentes. Todos esses problemas reforçam o status da cidade, que possui a pior média de acessibilidade e caminhabilidade, segundo o estudo Calçadas Brasil 2019.

O soldador José Aurélio utiliza a ciclovia da Duque todos os dias e reclama da falta de manutenção. “Isso aqui é perigoso demais. Um serviço mal feito que deixa tudo arriscado para a gente, principalmente à noite, que não enxergo direito por causa de problemas com a iluminação”, reclamou. Ele disse ainda que já houve registro de quedas devido aos buracos e rachaduras.

Já o pedreiro Paulo André Alves, que utilizava a ciclovia da Duque pela primeira vez, alertou para os perigos de andar de bicicleta em Belém. “Já achei um buraco ali em cima. Para a gente que usa bicicleta todos os dias é complicado andar nessa cidade, tem de ter coragem porque além dos problemas nas ciclovias a gente ainda precisa tomar cuidado com os carros”, observou.

Em pesquisa divulgada este ano, Belém apareceu como a pior capital do país em condições de acessibilidade e caminhabilidade. Com média geral de 4,52, a cidade teve a pior avaliação dentre todas as capitais, ficando 2,41 pontos abaixo da primeira colocada, São Paulo, com média de 6,93.

Marcelo Gonçalves, pintor de automóveis, se esforça para pedalar na cidade, apesar das dificuldades. Para ele, a falta de fiscalização das ciclovias e ciclofaixas contribui com a deterioração destes espaços. “Todo dia eu uso bicicleta e realmente é difícil andar com ela em Belém. Eu tento sair apenas no Guamá, onde moro, mas lá também é a mesma situação com buracos. Eu só vim com ela para cá porque estou com um serviço próximo daqui. É perigoso demais”, afirmou.

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