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HABITAÇÃO

Construção Civil pode ficar sem recursos para pagar operários

terça-feira, 29/10/2019, 07:50 - Atualizado em 29/10/2019, 08:04 - Autor: Carol Menezes


Déficit e contigenciamento emperram o setor
Déficit e contigenciamento emperram o setor | Reproducao-tv mirante

O setor da construção civil no Pará está em situação crítica e cerca de seis mil trabalhadores estão em risco, não somente de perder o emprego, como também de sequer receber o que lhes é devido. O alerta vem do Sindicato da Indústria da Construção do Pará (Sinduscon), junto com a informação de que um remanejamento na Caixa Econômica Federal (CEF) reduziu a zero o orçamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV) no Estado, para empreendimentos de mercadojá contratados.

“Só para se entender o efeito prático disso, significa que um residencial que já está 90% vendido não vai conseguir vender os 10% que restam porque o usuário não vai ter como acessar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para isso”, detalha Alex Carvalho, presidente da entidade. Ele diz não saber a justificativa desse contingenciamento.

Uma liberação por parte do Governo Federal de mais de R$ 500 milhões no mês passado bancou as medições até 19 de agosto. No momento, de acordo com Alex, não há mais qualquer valor para custeio, ou seja, para bancar os trabalhadores. “Estamos chegando ao fim do ano, como vão ser pagos os salários, o 13º? Estamos em diálogo com o Governo do Estado e o governador Helder Barbalho, de forma muito sensata, mostrou interesse em dar continuidade às obras paralisadas”, afirma.

DÉFICIT

Porém, Alexa reitera que, no momento, há um déficit de R$ 14 milhões e nenhuma sinalização da União em resolver isso. Já houve liberação de valores a tantos outros ministérios, me pergunto se o Governo Federal não vê moradia como prioridade”, analisa Carvalho.

Em relação ao remanejamento no orçamento para o MCMV na Caixa, Alex diz não saber das justificativas para o ato. E que o orçamento inicial, de mais de R$ 1,3 bilhão tanto para carta de crédito individual quanto para apoio à produção de habitações, já havia sido drasticamente reduzido para pouco mais de R$ 200 milhões, sendo que os paraenses não haviam usado nem 10% do que havia disponibilizado.

IMPACTO

Não é a primeira vez que o Sinduscon atenta para a crise no setor, que vem se agravando de maneira preocupante desde o ano passado. O programa já sofreu impacto com a falta de recursos financeiros: em 2015, as obras foram drasticamente abaladas e muitas moradias até hoje não puderam ser entregues. Em agosto desse ano, o Estado do Pará atingiu a marca de 19 empreendimentos paralisados, sendo alguns invadidos, do total de 42 empreendimentos que estão em obra.

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