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DO PARÁ PARA O BRASIL

'Carimbó do Meu Brasil' percorre por 12 cidades paraenses e quatro estados brasileiros 

sexta-feira, 13/09/2019, 09:03 - Atualizado em 13/09/2019, 09:46 - Autor: Redação


O evento pretende mostrar ainda o protagonismo dos grupos que lutaram para que o carimbó conquistasse o título de patrimônio do Brasil.
O evento pretende mostrar ainda o protagonismo dos grupos que lutaram para que o carimbó conquistasse o título de patrimônio do Brasil. | Isaac Loureiro/Divulgação

Celebrar a conquista do registro do Carimbó enquanto patrimônio cultural imaterial do país é um dos principais objetivos da 5ª edição do “Carimbó do Meu Brasil”, que este ano ocorre em 12 cidades paraenses e quatro estados brasileiros. Hoje, em Belém, serão realizadas duas rodas de conversa abertas ao público em geral no auditório do Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional - Iphan, no bairro de Nazaré, a partir de 15h.

O evento está dividido em duas etapas. Na primeira, os representantes da Campanha do Carimbó, mais do Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó e Iphan dialogam sobre os “Avanços, conquistas e desafios na construção compartilhada das políticas de salvaguarda para o Carimbó”. Numa segunda fase, mestres e mestras de carimbó, além do historiador do Arquivo Público do Pará, João Lúcio Mazzini, falam sobre a “Memória, Identidade e Resistência no Carimbó Tradicional”.

O coordenador da campanha, Isaac Loureiro, explica que neste ano, além das rodas de conversa, Belém sedia ainda uma festa de carimbó que coroa a programação do evento, no domingo. “Serão vários grupos de Belém e de outros municípios, numa festa no Botequim. Faremos esse show que encerra o evento apenas na capital, já que a programação segue até o final de setembro no restante do Pará”, explica.

Além de Belém, recebem as atividades gratuitas os municípios de Marapanim, Santarém Novo, Salinas, Primavera, Soure, Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari, Santarém do Tapajós, Irituia e Parauapebas. E também, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Rio Branco (AC) e Boa Vista (RR).

A realização do evento pretende mostrar ainda o protagonismo dos grupos que lutaram para que o carimbó conquistasse o título de patrimônio do Brasil. “O registro foi fruto de uma luta dos próprios grupos de carimbó, não foi decidido pelo governo, nem pelo Iphan, mas conquistado pela luta de várias pessoas, mestres e líderes pela salvaguarda do carimbó”, destaca Isaac.

O coordenador destaca que a importância do registro como patrimônio é fundamental para a valorização efetiva dessa manifestação cultural. “O carimbó se manteve vivo, travessando séculos, pelo esforço de mestres, pois durante todos esses anos não recebeu nenhuma ajuda de governo. Embora seja muito conhecido, ele não tem valorização. O registro é importante para que o governo seja obrigado a garantir a sua salvaguarda”, frisa.

Ao longo dos anos o evento, que era realizado apenas em um dia, passou a ser prolongado, ganhando mais atividades culturais, com debates, rodas de conversas, seminários e exposições de vídeos. Desde 2017, por meio de parcerias, foi expandido para outros estados, como o Rio de Janeiro e, neste ano, Acre e Roraima.

AVANÇOS

Embora exista um caminho ainda muito grande a percorrer, Isaac diz que já são percebidos alguns avanços nestes cinco anos de evento. “Conseguimos, junto ao Iphan, a criação de um edital de premiação para grupos e mestres no valor de R$ 5 mil”, cita, com orgulho. “Também já temos recurso garantido pelo Iphan para realizar este ano o ‘Encontro Estadual do Carimbó’, que ocorre a cada dois anos. Já conseguimos pelo órgão a capacitação de pessoas para fazerem projetos para serem inscritos em editais. Como primeiro

resultado concreto disso, no Prêmio Culturas Populares tivemos 80 inscrições de grupos de carimbó. Desse total, 40 foram selecionados na primeira etapa deste edital. Foi um avanço muito grande e temos expectativa de que, investindo nessas pessoas, poderemos inscrevê-las em vários editais”, comemora.

Isaac Loureiro diz que “Carimbó do Meu Brasil”, de certa forma, vem para mostrar que existe uma capacidade de organização de pessoas da sociedade civil e que as comunidades estão preparadas para discutir as demandas. “O mar de rosas, mas nós acreditamos que, desta forma, se organizando e atuando de forma coletiva, este é o caminho para que esse registro não seja vazio, apenas um documento pendurado na parede, mas que ele sirva para garantir direitos, acesso ao serviço público, e que os mestres sejam respeitados pelas políticas públicas”, defende.

Serviço

Carimbó Meu Brasil 2019

Rodas de Conversa

Quando: Hoje, das 15h às 19h

Onde: Auditório do Iphan (Av. Governador José Malcher, esquina com Tv. D. Romualdo do Seixas - Nazaré)

Quanto: Entrada franca, sujeito a lotação do espaço

Festa com grupos de Belém e RMB

Quando: Domingo, 15, a partir das 15h

Onde: Botequim (Av. Gentil Bitencourt, 1445 - Nazaré)

Quanto: R$ 5, à venda na portaria

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