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APÓS ATO DE FAMILIARES DE PRESOS

Força-tarefa do Ministério da Justiça nega que presos sofrem nas prisões do Pará

segunda-feira, 12/08/2019, 18:36 - Atualizado em 12/08/2019, 18:58 - Autor: DOL


| Akira Onuma/Ascom Susipe

Após uma manifestação realizada por 18 mulheres, esposas e familiares de presos, que pedia a transferência de aproximadamente 500 internos do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), em Santa Izabel do Pará, a força-tarefa do Ministério da Justiça, que atua no Estado, negou que há risco para a integridade dos internos ou qualquer espécie de maus tratos com os presos. 


Famílias exigem transferência de detentos: 'Estamos com medo de outro massacre acontecer' 

De acordo com nota enviada pelo Ministério da Justiça, “há vigilância aproximada nas unidades que estão sob vigilância e custódia da Força de Intervenção Penitenciária (FTIP)”, o que, segundo a instituição, “impossibilita que os presos tenham sua integridade física violada por circunstância alguma”.

Ainda por meio do texto, a instituição nega que os internos sofrem com qualquer tipo de condição desumana dentro do presídio. “Todos os presos encontram-se uniformizados, bem como permanecem recebendo água, alimentação e assistência à saúde, caso o preso venha necessitar”. 

Aparelhos eletrônicos bloqueados

O Ministério da Justiça garante, ainda, que a Força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) está apoiando o Estado Pará em algumas unidades do complexo de Santa Izabel com implementação de procedimentos semelhantes aos adotados no Sistema Penitenciário Federal (SPF), além de treinar novos servidores para atuar nas unidades prisionais paraenses.

Dentre os procedimentos que estão sendo adotados, “está o não uso de qualquer aparelho telefônico ou de qualquer outro eletrônico dentro das celas”. 

Manifestação

O ato que pede a transferência de cerca de 500 presos do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III) de Santa Izabel para o Presídio Estadual Metropolitano III (PEM III), em Marituba, foi realizado por 18 mulheres, que são esposas e familiares dos internos. 

De acordo com as mulheres, desde a intervenção e a transferência dos detentos de Altamira para Belém, os presos compartilham um bloco onde criminosos de outra facção rival estão. O grupo de manifestantes garante, inclusive, que há riscos de uma nova rebelião acontecer. 

As famílias dizem também que os presos, além de não estarem recebendo visitas dos familiares e advogados, enfrentam péssimas condições de vida. "Eles estão sem roupas, vivendo só de cueca e só tem duas alimentações por dia", disse uma das esposas. 

"Estamos com medo de outro massacre acontecer. Eles estão no mesmo bloco de uma facção rival e vivendo a uns três metros e meio de distância de uma cela para outra", acrescentou outra familiar. 

As mulheres pretendem levar a denúncia ao Ministério Público do Pará.

(DOL)

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