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TRÂNSITO

Taxistas tentam se adaptar à disputa com aplicativos

terça-feira, 16/07/2019, 07:46 - Atualizado em 16/07/2019, 07:51 - Autor: Michelle Daniel


Orlando diz que sempre procura negociar com os clientes o desconto para fidelizá-los
Orlando diz que sempre procura negociar com os clientes o desconto para fidelizá-los | Fernando Araujo

Bandeira 1 durante 24h e descontos de até 20%. Essas são algumas das vantagens que algumas associações e cooperativas de taxistas de Belém estão oferecendo aos clientes, como estratégia para manter a clientela. O objetivo é competir com os aplicativos de transporte particular, que, segundo a categoria, pratica uma concorrência desleal devido aos preços cobrados pelas corridas.

Uma dessas cooperativas, localizada no bairro do Marco, tem procurado meios vantajosos financeiramente para a clientela, e em contrapartida, não sai perdendo para o “concorrente”. “Antigamente, a bandeira 2 era de oito da noite até seis da manhã, mas desde que os aplicativos chegaram, adotamos a bandeira 1 tempo integral, o que já dá uns 20% de desconto para o passageiro”, diz Rogério Moura, presidente do grupo. “Além disso, damos 20% em todas as corridas para os clientes, cadastrados ou não, o que antes, era somente para os cadastrados e a partir de 20 reais por viagem”, detalha.

Segundo Rogério, a estratégia já trouxe bons resultados, como a fidelidade da freguesia e novos cadastrados. “Tivemos uma fase de queda, mas, já recuperamos e, hoje, temos cerca de 2 mil clientes em Belém. E por mês, temos de 40 a 50 novos clientes no nosso sistema”, afirma. Ainda de acordo com ele, aproximadamente 30 taxistas atendem a demanda em três pontos fixos na capital pela cooperativa que preside. Outra vantagem é o aplicativo exclusivo que a cooperativa possui, onde o cliente pode baixar gratuitamente no smartphone, se cadastrar e chamar o táxi associado.

SEGURANÇA

Embora as estratégias ainda não consigam igualar, em valores, Rogério acredita que as maiores diferenças do táxi e aplicativos de transporte particular são o atendimento e a segurança. “O taxista atende melhor pela experiência que possui. Temos os dados do profissional cadastrado e também do cliente, dando uma segurança ainda maior, o que é fundamental. Com isso, a gente supera os aplicativos”, diz Moura.

Taxista há mais de 20 anos, Orlando Nogueira, de 58 anos, ligado à uma associação de taxistas também no bairro do Marco, precisou adotar medidas próprias para não ficar para trás, uma delas é a bandeira 2 tem sido cada vez menos utilizada. “Sempre dou desconto para o passageiro e negocio o valor da viagem. A gente vê o que fica melhor para os dois. Mas, isso é opcional entre os colegas da associação”, conta.

De acordo com ele, o perfil da freguesia que utiliza o táxi é diferente da que utiliza os aplicativos. “É uma clientela fiel e a maioria, não usa tecnologias. Mas, a gente não pode esquecer que os usuários dos aplicativos – que são mais jovens – acabam levando a mãe e a avó junto, por exemplo”, comenta. “Infelizmente, esses transportes vieram e arrasaram a gente [taxistas]. Agora, todo mundo arranja um jeito de ganhar também”, acrescenta.

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