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PÉSSIMO VISUAL

Vândalos sujam Belém com pichações

terça-feira, 16/07/2019, 07:41 - Atualizado em 16/07/2019, 09:48 - Autor: Tiago Furtado


Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás

Para quem andar por Belém, não é difícil ver alguma casa, ponto turístico, órgão público ou até mesmo igreja com o muro todo pichado. Para onde se olha é possível ver que cada vez mais espaços sofrem com o vandalismo, mudando completamente o visual de ruas, praças e pontos de ônibus, por exemplo, o que afasta visitantes devido ao alto nível de deterioração.

Quem passa, por exemplo, por trás do Museu Emílio Goeldi, na avenida Gentil Bittencourt, percebe que quase todo o muro do espaço já foi alvo de pichações. O aposentado João Matos caminha há anos no entorno do local e reclama da falta de fiscalização. “Infelizmente é a educação do povo que é pouca e leva a fazer essas pichações. Com uma fiscalização seria melhor. Durante esse tempo todo que caminho aqui, eu nunca vi ninguém fazendo uma segurança ao redor do museu. Fiscalização zero”.

Residências também são alvo do vandalismo que muda completamente o visual da cidade. Para a economista Natalia Cavalcante, a falta de punição faz com que as pessoas se sintam encorajadas a cometer esse tipo de crime. “Essas pessoas que saem de casa com esse objetivo já sabem exatamente que não tem fiscalização e por isso mesmo se sentem livre para fazer esse tipo de coisa. Eu acho isso um absurdo, falta mais fiscalização e uma pena mais severa para quem faz esse tipo de coisa. Uma cidade com pontos turístico pichados é triste. Dificilmente você encontra outra cidade assim”, disse, indignada.

Nem mesmo escolas deixam de ser alvo de vândalos. É o caso do Colégio Augusto Meira, na avenida José Bonifácio, que também já foi alvo desse tipo de crime. Eliana Damião cuida da banca de revistas que fica perto da instituição e não lembra de ver esse tipo de ato ser coibido. “É horrível ver a cidade assim, infelizmente e foram poucas as vezes que vi uma fiscalização por aqui. Eu acho isso triste porque é com muito custo que esses espaços são construídos para vir e fazer isso. Vandalismo total”, criticou.

De residências particulares, pontos turísticos a locais públicos, diversos pontos da cidade estão com muros manchados por ações criminosas. População diz que sente vergonha e cobra fiscalização das autoridades
De residências particulares, pontos turísticos a locais públicos, diversos pontos da cidade estão com muros manchados por ações criminosas. População diz que sente vergonha e cobra fiscalização das autoridades Ricardo Amanajás
 


CENÁRIO

Os vândalos atacam ainda obras recentes, como estações do BRT instaladas ao longo da avenida Almirante Barroso e que, até agora, ainda não estão em funcionamento. Não é raro ver símbolos e outras formas marcadas em paradas que deveriam servir de apoio para os chamados ônibus rápidos. O autônomo Adenani Rodrigues não esconde a tristeza ao ver espaços que deveriam estar funcionando, parados e vandalizados. “A gente passa e vê essas pichações e sente até vergonha de ver essa situação que fica feio para a cidade e todos nós. O meliante se sente livre e fica incentivado a fazer isso por falta de fiscalização do poder público. Acho isso totalmente errado”, declarou.

Em nota, a Prefeitura de Belém informou que, por meio da Guarda Municipal, faz rondas para coibir a depredação do patrimônio público. A GMB desenvolve o programa “Guarda Amigo da Escola”, com palestras e peças teatrais em escolas municipais abordando o ato de preservare cuidar do patrimônio.

A Prefeitura ressalta que qualquer pessoa que presenciar a ocorrência de depredação pode realizar a denúncia por meio do telefone (91) 984409444 ou 153. A partir da ligação, uma viatura da Guarda Municipal é encaminhada para o local. Depredação do patrimônio público é crime e pode causar pena de detenção por até seis meses.

Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
De residências particulares, pontos turísticos a locais públicos, diversos pontos da cidade estão com muros manchados por ações criminosas. População diz que sente vergonha e cobra fiscalização das autoridades
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás
Nem mesmo as igrejas escapam do vandalismo que toma conta dos imóveis da capital paraense | Ricardo Amanajás

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