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PÉ NA ESTRADA 

Movimento no Terminal Rodoviário de Belém pode ser maior hoje

sexta-feira, 12/07/2019, 10:57 - Atualizado em 12/07/2019, 13:20 - Autor: Redação


O movimento de saída de passageiros no Terminal Rodoviário de Belém, no segundo final de semana das férias de julho, ainda é pequeno. Nos guichês das empresas que fazem linha para as praias e balneários do estado, poucos banhistas aproveitaram a calmaria desta quinta-feira. Já os ônibus que fazem a linha Belém-Mosqueiro, saindo da Praça do Operário tiveram problemas por causa da greve dos rodoviários da empresa, que afeta centenas de pessoas.

A baixa procura pelo transporte intermunicipal já era esperada para esta quinta-feira. Entretanto, houve quem aproveitasse o momento de tranquilidade para curtir a família bem longe da capital. “Estamos indo para São Luís. Viemos de Macapá, passamos por Belém e seguimos de ônibus daqui. Vamos visitar a família, rever os amigos e descansar um pouco”, disse o caseiro Antônio Carlos Almeida, ao lado da esposa e dos filhos.

Já o pedreiro Roberto Santana, aproveitou o movimento baixo para pegar a estrada e visitar a sogra. “Vou para Concórdia do Pará visitar a mãe da minha esposa. Fico um tempo lá e depois sigo para Salinas, onde devo ficar até o final do mês. O momento está bom para viajar, então vou aproveitar. Espero que os preços também estejam bons para o passageiro”, pontua.

Mosqueiro

A expectativa para esta sexta-feira é de movimento intenso. Quem está planejando ir até a Ilha de Mosqueiro, deve ficar atento, pois as linhas que saem do interior do terminal, com passagens custando entre R$ 7,00 e R$ 8,50, e operação das 5h55 até às 22h, estão funcionando normalmente. Já as linhas municipais que operam no lado de fora estão oficialmente em greve, portanto, as saídas não obedecem a um cronograma de viagens.

Um tumulto se forma a cada embarque para a ilha de Mosqueiro.
Um tumulto se forma a cada embarque para a ilha de Mosqueiro. Celso Rodrigues/Diário do Pará
 

O serviços gerais Benedito Neves reclamou da desorganização. “Eu saio de casa quatro horas da manhã. No entanto, a empresa que faz a linha está em greve, então simplesmente não temos ônibus de linha. A única alternativa são as vans, que cobram 12, 15 reais”, relata o cidadão, que tem feito a viagem ao custo total de 25 reais por dia em vez dos R$ 11,60 - ida e volta no valor de R$ 5,80.

A Greve 

A empresa que opera os ônibus entre Belém e o distrito de Mosqueiro está há três meses em greve, pondo em risco, sobretudo durante o mês de julho, o transporte para um dos destinos mais procurados do estado. “Se eles não dão conta, que contratem outra empresa. É simples. Agora, não podemos ficar reféns de ônibus velho, que quando chove molha todo mundo, é sujo... É muita humilhação para o ser humano e ninguém liga para essa situação que enfrentamos diariamente”, acrescenta Neves.

Fiscais da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) estiveram no terminal de embarque para organizar as saídas. À reportagem, eles informaram que o problema da falta de ônibus se deu por causa da greve na empresa que presta o serviço, a Transcap, que há três meses negocia uma solução para colocar na rua os cerca de 30 veículos que fazem o trajeto diariamente.

A cada embarque, um grande tumulto se forma, pessoas são empurradas e idosos e crianças não têm respeitadas as garantias de prioridade, e os ônibus acabam saindo super lotados. Algumas pessoas chegam a esperar por três horas uma oportunidade de embarcar.

“Infelizmente a situação é essa. A empresa está em greve e a Semob, no interesse de resolver o impasse, solicitou para outras empresas que cedessem ônibus para fazer a linha”, esclareceu o fiscal da Semob. “Algumas empresas nos enviaram ônibus, mas por conta disso não há uma escala certa entre as viagens, por isso muita gente tem reclamado. Quando um ônibus é cedido, nós o trazemos para fazer a viagem imediatamente. Estamos agindo dessa forma”, acrescenta o fiscal. Dos 30 veículos que deveriam estar nas ruas, metade, cedidos por outras empresas, está sendo usada para cobrir o déficit de ônibus com destino à bucólica.

(Luiz Guilherme Ramos/Diário do Pará)

Sua viagem na estrada pode ficar mais segura

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

 

Quem pretende pegar a estrada nesse veraneio deve ficar atento ao checklist de segurança. Isso envolve cuidados com o veículo, documentação regular e prudência do motorista. Diretor técnico-operacional do Departamento de Trânsito do Pará (Detran), Bento Gouveia diz que as medidas necessárias tomadas corretamente aumentam as chances de evitar acidentes.

Tudo começa na revisão do veículo. Pneus, freios, lanternas, cinto de segurança e retrovisores devem estar em perfeito estado. “Esses são os principais itens que o motorista deve verificar, pois darão maior segurança”, alerta Bento.

Na estrada, o condutor deve ser prudente: respeitar a sinalização e as placas de alerta; não exceder o limite de velocidade; não realizar ultrapassagens proibidas e redobrar a atenção em dias chuvosos, pois a pista molhada dificulta o atrito do pneu. “O que mais causa acidentes são as ultrapassagens proibidas, feitas naqueles trechos que não são permitidos”, orienta.

Quando transportar crianças, o diretor técnico-operacional do Detran explica que elas devem ir no banco de trás, na cadeirinha, de acordo com a idade e, atracadas ao cinto de segurança. “Todas as pessoas no banco de trás precisam usar o cinto. Em casos de acidentes, elas são tão impactadas quanto quem vai na frente”, ressalta.

Quem gosta de levar animais de estimação para o passeio deve ficar atento. Por isso, o recomendado é que os bichos sigam presos na parte de trás do veículo, com os demais ocupantes.

Para os motociclistas, as recomendações são as mesmas, porém, com algumas especificidades: o principal equipamento de segurança é o capacete que deve ser utilizado pelo piloto e garupa. Vale lembrar que o calçado de ambos devem ser fechados para evitar incidentes e acidentes.

Cuidado para não se afogar em praias ou rios

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

 

Cerca de 500 mil pessoas morrem afogadas por ano no mundo. No Brasil, são cerca de sete mil, e 45% das vítimas têm entre um e 14 anos de idade. O Pará lidera no Norte por causa dos rios. Os dados são da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

Segundo o coronel Reginaldo Pinheiro, do Corpo de Bombeiros, a maioria dos casos no Estado ocorre pela falta prevenção. “As ocorrências em Outeiro e Mosqueiro reduziram, mas em Salinas aumentaram em função dos piqueniques. Percebemos é que esse público desconhece a praia e, assim, acabamos registrando afogamentos de quem frequenta o local”, explicou.

Os afogamentos são classificados em níveis, de um a sete. Em Salinópolis, um dos destinos mais procurados do litoral paraense nesse período, por exemplo, os afogamentos que ocorreram foram até o nível três, caracterizados por pessoas que engoliram água, mas continuaram com as funções vitais normais. Entre cinco a sete já é necessário a intervenção do Corpo de Bombeiros ou de socorrista.

Além desse tipo de ocorrência, os acidentes com animais marinhos são outra preocupação dos Bombeiros. “Temos muito registros de acidente com água viva ou ferrão de peixe peculiares do nosso meio. Pedimos que as pessoas tenham sempre percepção do risco”.

Para garantir um veraneio seguro, a Operação Verão do Corpo de Bombeiros Militar do Pará segue até o dia 5 de agosto e conta com mais de 930 homens em 126 pontos de cobertura. Esse ano, pela primeira vez, será feito o uso de drone, a fim de garantir a segurança dos veranistas que optarem por visitar as praias ou rios do Estado. O equipamento vai permitir tanto a localização de pessoas quanto de veículos em situação de risco. E aos finais de semana há um reforço de 200 militares.

Calmaria foi a tônica no terminal nesta quinta-feira, mas a partir de hoje a tendência é isso mudar.
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Um tumulto se forma a cada embarque para a ilha de Mosqueiro.
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