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Seu cão está com tártaro? Saiba como cuidar dessa doença que bota seu pet em risco

quarta-feira, 25/09/2019, 16:28 - Atualizado em 25/09/2019, 16:28 - Autor: Paloma Lobato


| Reprodução

Quem pensa que tártaro é coisa apenas de humanos, está muito enganado. Ele também é comum em cães e gatos e nada mais é que a calcificação da placa bacteriana. O acúmulo de bactérias nas superfícies dentais ocorre pela falta de higiene, como explica o médico veterinário Ricardo Cabral. 

“Conhecido como cálculo dentário, o tártaro é apenas um dos sintomas de uma grave doença dos cães e gatos chamada doença periodontal. Ela pode afetar mais de 80% dos cães e gatos com mais de 3 anos. A boa notícia é que essa doença pode ser evitada e tratada. A má notícia é que se o tutor não realizar o tratamento a tempo, ela pode ser irreversível e o pet corre o risco de perder os dentes”, afirma o especialista.

A falta de higiene pode causar diversos problemas, como a perda dos dentes, problemas mais graves e, inclusive, pode levar o animal à morte. 

“Isso acontece pois, com o avanço da doença, pode haver contato com algum vaso sanguíneo, o que aumenta a área de alcance da bactéria, resultando em infecções generalizadas. A inflamação crônica e bactérias em excesso geram distúrbios principalmente nos rins e coração”.

Confira as principais dúvidas sobre o assunto:

Como saber se meu pet está com tártaro?

Um dos primeiros sintomas é o mau hálito, que indica que a placa bacteriana está se acumulando. Os dentes podem passar também para uma coloração amarela até amarronzada, causada pela proliferação de bactérias. “Em estágios mais avançados da doença, o pet pode parar de se alimentar devido a dor e o incômodo que a mastigação proporciona por conta da inflamação dos dentes e gengiva”, conta Cabral. O sangramento gengival também pode ser um indício inicial do problema.

O que fazer quando o pet está com tártaro?

O primordial é levar o animal a um veterinário, para que ele possa examinar o estágio da doença periodontal. “Métodos preventivos não adiantam quando a doença já está estabelecida e, nesse caso, a retirada do tártaro só é possível com tratamento periodontal na clínica veterinária, sob anestesia”, afirma o especialista.  

Qual a melhor forma de prevenção? 

A principal forma de evitar o tártaro é a escovação diária dos dentes do animal. “É essencial que o tutor escove os dentes todos os dias, pois a placa bacteriana pode se formar em apenas 24 horas", conta o veterinário.

Para os cães que não permitem a escovação diária, ou quando isso não for possível, o dono pode oferecer outras opções que auxiliam na limpeza dos dentes como petiscos, ossinhos e enxaguante bucal, que deve ser colocado na própria água do cachorro, mas sempre mantendo a escovação com a maior frequência possível. Esses produtos devem sempre ser de uso veterinário (nunca de uso humano) e devem oferecer garantias (estudos ou publicações) que suportem as alegações citadas. Consulte o veterinário para saber mais.

Quais são os principais cuidados para a higiene bucal do meu pet?

A escovação diária pode parecer uma tarefa simples, mas precisa de atenção do tutor. Nunca deve ser utilizado produtos humanos relacionados a higiene bucal do pet. “No mercado, é possível encontrar pastas de dentes para animais que previnem formação da placa bacteriana, do cálculo dentário (tártaro) e das doenças periodontais e sistêmicas secundárias”. Sempre é necessário ler o rótulo da embalagem, preferindo produtos que não contenham sabão em sua composição e que possuam tecnologia diferenciada para resultados eficientes. “Também é recomendável criar uma rotina de escovação com o pet, escovando os dentes todos os dias no mesmo horário, assim o animal se acostumará com a atividade deixando a tarefa cada vez mais fácil", ressalta Cabral. 

(Com informações da Assessoria) 

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