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Calor deve aumentar em todo o Pará

domingo, 09/06/2019, 10:27 - Atualizado em 09/06/2019, 11:49 - Autor:


A oferta cada vez mais frequente de água mineral pelos sinais e ruas de Belém já é um demonstrativo do clima que tem tomado conta da Região Metropolitana de Belém (RMB) nos últimos dias. O período mais quente do ano, no Pará, está apenas iniciando e, segundo as previsões feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o calor só deve aumentar daqui pra frente.


Diretor do Inmet, José Raimundo Abreu de Sousa explica que, durante o mês de abril, as temperaturas máximas registradas na RMB ficaram entre 31.5º e 33.5º. Já no início deste mês de junho, as temperaturas máximas registradas têm ficado, em média, entre 32.5º e 34.5º. Um dos fatores que tem levado a esse aumento de 1º na média das temperaturas máximas é a diminuição da nebulosidade neste período do ano.


“Já houve uma diminuição da nebulosidade pela manhã, com chuvas ocorrendo mais no período da noite”, afirma o meteorologista. “A média da temperatura máxima deve aumentar. Se estão sentindo calor agora, imagina depois de agosto”. Apesar de, no Estado, o mês de julho marcar o chamado verão amazônico, José Raimundo destaca que os meses de agosto, setembro, outubro e novembro costumam ser os mais quentes do ano. “Nesse ano as temperaturas máximas devem chegar a 35.5º a até 36º”, estima.


Da mesma forma que as perspectivas são de aumento nas temperaturas, a expectativa também é de crescimento nas vendas do autônomo José Carvalho Teixeira, 61 anos. Ele conta que no período de chuvas mais intensas vendia uma média de 10 garrafinhas de água mineral por dia, em Belém. Agora, com os dias mais ensolarados, ele já contabiliza aumento nas vendas. “Ainda está fraco, mas está começando a aumentar. A expectativa é de melhorar porque o calor está aumentando”, considera. “No período de calor mesmo eu chego a vender 30 garrafas de 500 ml por dia”.


Se o calor é comemorado por quem sente a interferência direta do clima nas vendas, para quem precisa se deslocar a pé pela cidade a temperatura não é a esperada. O autônomo Edivaldo Monteiro, 49 anos, até se esforça para fazer exercícios pela avenida João Paulo II, mas considera que a prática tem ficado ainda mais difícil nos últimos dias. “Está muito quente. Agora o calorzão chegou com tudo mesmo”.



Edivaldo Monteiro procura investir na hidratação para driblar o calor. Foto: Irene Almeida 


Como alternativa para driblar as altas temperaturas, Edivaldo conta que a hidratação é a medida mais adotada. “Muito banho, muito líquido e o ventilador ligado direto”, diz, sorrindo, ao falar sobre a rotina dos últimos dias. “Fica mais complicado caminhar com esse calor, mas o jeito é esperar a tarde para ver se o clima diminui um pouco”.


Hidratação


Um cálculo simples para estimar a quantidade de água que deve ser ingerida por um adulto, em um dia, é multiplicar o peso do mesmo por 35ml.


Um adulto que pese 80 kg, por exemplo, precisaria ingerir cerca de 2,8 litros de água por dia, o equivalente a 14 copos de água.


Fonte: Dr. Jorge Barros Jr, médico dermatologista


Hidratação, óculos escuros e filtro solar são grandes aliados


Tanto durante a prática de exercícios físicos, quanto no dia a dia, o período de calor intenso exige maiores cuidados com a saúde, sobretudo no que se refere à exposição ao sol. O médico dermatologista Jorge Barros Jr. aponta que uma das principais preocupações nesse período de muito sol deve ser com a hidratação. “Ingerir muita água e sucos naturais é fundamental para garantir que o calor em excesso não venha a causar desconforto como náuseas e tonturas. É preciso atenção redobrada com as crianças e idosos, grupo etário muito mais sensível aos efeitos de uma desidratação”, orienta. “O consumo de bebidas alcoólicas deve ser cauteloso, excessos devem ser evitados”.


Assim como no período de clima nublado, o uso do filtro solar deve ser um hábito. “No ambiente de praia e piscina, como geralmente há uma exposição corporal mais abrangente, o uso do filtro deve ser reforçado com reaplicações frequentes”, aponta o médico, que recomenda, ainda, que a reaplicação seja realizada “de forma generosa em todas as áreas expostas ao sol a cada 3 horas, evitando exposição solar no período de maior incidência dos raios ultravioleta, que vai das 10 horas da manhã às 16h”.


Além da hidratação e do uso do filtro solar, é recomendado o uso de óculos escuros com proteção contra os raios ultravioleta (UV) e de chapéus de aba larga. “A exposição solar sem as devidas medidas de proteção pode acarretar desde consequências mais imediatas, como queimaduras e desidratação, a consequências futuras como o aumento dos riscos de desenvolvimento de câncer de pele”, alerta Jorge Barros.


Temperaturas devem ser mais altas no Sul do Pará


Se na Região Metropolitana de Belém (RMB) o calor já tem incomodado os belenenses, na região Sul do Estado do Pará as temperaturas devem ficar ainda mais altas. O diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), José Raimundo Abreu de Sousa, aponta que, nesta região, as temperaturas máximas já estão acima de 35º e, em áreas pontuais, já foram registradas máximas de 37º. “Conceição do Araguaia, Redenção, Santana do Araguaia, Marabá, São Félix do Xingu, Tucuruí já têm registrado temperaturas sempre acima de 35º”, exemplifica. “Em agosto, nessa região, a máxima vai chegar a 40º porque vai entrar massas de ar seco naquela região que irão inibir a
formação de chuvas”.


(Cintia Magno/Diário do Pará)

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