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Júri de taxistas acusados de matar soldado da aeronáutica é suspenso

quinta-feira, 06/06/2019, 20:06 - Atualizado em 06/06/2019, 22:36 - Autor:


Alessandro Soares Galindo e Jorge Ricardo de Souza Ferreira foram a júri nesta quinta-feira (6) pela 4ª Vara do Tribunal do Júri, em Belém. Eles respondem por homicídio qualificado e tentativa de homicídio no caso da morte do soldado da aeronáutica Nícolas Castro Mendes, de 21 anos. Nícolas foi morto com dois tiros na cabeça durante uma discussão de trânsito na madrugada de 8 de abril de 2017.


Atuou na promotoria o 1º PJ de Justiça de Icoaraci Alexandre Rodrigues. Pela defesa, os advogados Alex Mota Noronha (Jorge Ferreira) e Dorivaldo de Almeida (Alessandro Galindo).


O júri, que iniciou pela manhã, se estendeu por todo o dia em razão do número de testemunhas arroladas. No total, foram ouvidas nove testemunhas (quatro pela acusação e cinco pela defesa).



PRIMEIRO RÉU


No depoimento dos réus, Ricardo foi o primeiro. Ao ser interrogado, ele confirmou ser dono da espada usada no dia do crime e que é praticante de artes marciais, mas ressaltou que iria vendê-la, justificando o fato de estar em posse com o armamento. A respeito do uso da espada, Ricardo afirmou que a desembainhou para afugentar os jovens que estariam atirando pedras nele e em Alessandro.


Ele alega também que não sabia que Alessandro estava armado e que, ao vê-lo ensanguentado dentro de seu carro, só pensou em ajudá-lo. No entanto, quando ele e o colega se aproximaram do Entroncamento, próximo ao Shopping, viu Alessandro sacar o revólver do bolso e efetuar os disparos.


SEGUNDO RÉU


Alessandro Galindo depôs em seguida. Ele afirmou que viu o jovem da moto com a mão no bolso e assumiu que ele fosse pegar uma arma. “Então peguei a minha arma do carro e fiquei esperando”, disse durante depoimento. O taxista alegou que foi atingido por uma garrafa e, por esse motivo, efetuou o primeiro disparo.


 



Espada que foi desembainhada por Ricardo no dia do crime (Foto: TJPA)


SUSPENSÃO - O júri, no entanto, foi suspenso após decisão do juiz. Os réus estão sob custódia do sistema penal e os jurados vão se instalar em um hotel, junto com oficiais de justiça. A previsão é que o júri retorne amanhã às 8h30. com debates da promotoria e assistentes de acusação, seguido pela defesa dos jurados.


O CASO


Tudo começou após uma briga de trânsito na rodovia BR-316 na madrugada de 8 de abril de 2017. Nicolas e mais três amigos passavam de carro em frente a uma casa noturna quando um taxista bateu em seu carro. Ele desceu do veículo e engatou em uma discussão com o taxista.


Nicolas teria desistido da briga e seguiu caminho, mas foi parado mais a frente por outros taxistas e foi alvejado com dois tiros. Um amigo de Nicolas também ficou ferido, mas não morreu. Nicolas, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu dentro do próprio carro, a caminho do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB).


(Com informações do TJPA)

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