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Pará lidera em abertura de empresas na região Norte

domingo, 02/06/2019, 07:30 - Atualizado em 02/06/2019, 07:38 - Autor:


O empresariado brasileiro em geral, incluindo o paraense, parece estar recuperando sua confiança na economia. Um levantamento feito pelo Empresômetro, empresa brasileira de inteligência de mercado, aponta um leve, mas significativo aumento no número de abertura de empresas em todo o país entre março e abril desse ano, de 7%. Na região Norte, o Pará ficou no topo do ranking e em 13º no nacional, com mais de 5 mil novos empreendimentos.


A Junta Comercial do Pará (Jucepa) mostra um cenário ainda mais otimista: na comparação entre abril de 2019 e abril de 2018, a relação é de 5.095 para 3.566 aberturas e 1.756 para 4.723 fechamentos.


“Estamos falando de um crescimento de 35% mais aberturas e de um decréscimo de 65% nos fechamentos, é um índice muito positivo”, comemora a presidente da Jucepa e também da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), Cilene Sabino. “Dá uma boa animada porque é o resultado de uma confiança por parte do investidor. Em nível federal, estadual, ele está vendo a boa vontade, está acreditando que o Brasil vai melhorar”, diz.


No Pará ela destaca a desburocratização do processo de abertura como outro fator que fez a diferença nesses resultados. “Tudo é integrado, órgãos de licenciamento, de registro. Quem sai da informalidade acessa crédito, tem consultoria do Sebrae, se desenvolve. Não à toa muitos ‘nascem’ Microempreendedor Individual (MEI) e vão crescendo e mudando de categoria. Uma iniciativa do Governo do Estado nesse sentido é, por exemplo, o programa CredCidadão, que impulsiona o microempreendedor, o pequeno batedor de açaí, por exemplo”, afirma.


Há inclusive casos de empresas de baixo risco que foram abertas em questão de 20 minutos esse ano. “Como integradores estaduais, é nossa missão tornar mais fácil o procedimento de abertura, alteração ou fechamento de empresas. Atualmente, o Brasil está em 109 na lista que ranqueia as 190 maiores economias do mundo em relação a essas tramitações. A meta do Governo Federal é estar entre as 50 até 2022. É ousado, mas no que depender das juntas, estaremos focados em alcançar esta meta”, destaca.


FRUTOS


Até 5 anos atrás, José Júnior era, como diz popularmente, “CLT”, ou seja, um trabalhador de carteira assinada. Agora ele colhe os frutos da abertura da terceira unidade de sua pizzaria, um negócio que emprega hoje 87 funcionários. Nem sorte ou outra coisa do tipo, no entendimento dele, explicam porque ele, enquanto muitos “seguram a onda” para conseguir atravessar a crise, investe dinheiro em uma expansão. “É trabalho. As coisas estão ruins? Sim, estão, mas a gente tem que fazer o nosso e trabalhar, ou a coisa não anda. Há expectativas de mudança, ok, mas não conto com isso”, afirma.


O negócio começou em 2014, no conjunto Cidade Nova. A segunda unidade veio em 2017, na Marambaia. E depois de um bom planejamento e estudo de mercado, ele fechou o ano passado com a instalação de sua terceira loja, no bairro do Umarizal. “Era uma meta chegar ao centro da cidade, e hoje já é minha segunda maior em faturamento, próximo da primeira. Vamos buscando solução, criatividade. Cinco anos atrás, quando comecei, era muito mais difícil, eu não tinha horário para nada”, lembra. “Hoje está todo mundo contratado, direitinho, estamos mais fortes. Vejo como um fruto do que foi plantado há dois, três anos”, analisa o empresário.


Júnior destaca que decidiu seguir pela expansão do mercado, com várias pequenas unidades. “Quem sabe com a economia melhor eu possa abrir outro negócio. Mas, por enquanto, com a economia fria vamos fazendo aporte, pensando em pequenas unidades, quem sabe até franquear a marca. Ou a gente arregaça as mangas e trabalha com o que tem ou não vai”, reforça.


Números


Abertura de empresas


- 2019


5.095 aberturas


1.756 fechamentos


 


- 2018


3.566 aberturas


4.723 fechamentos


30% de crescimento nas aberturas frente à 65% de decréscimo nos fechamentos


 


- Entre janeiro e abril de 2019


20.046 novas empresas


6.735 fechamentos


 


- Entre janeiro e abril de 2018


15.381 novas empresas


20.124 fechamentos


 


(Carol Menezes/Diário do Pará)

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