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Slime caseiro pode causar sérios problemas às crianças. Saiba quais!

quarta-feira, 15/05/2019, 16:20 - Atualizado em 15/05/2019, 16:30 - Autor:



Uma das mais recentes “febres” entre as crianças e adolescente brasileiros, a massinha slime é uma opção de brincadeira de baixo custo que tem ganhado grande espaço dentro das escolas e residências. No entanto, apesar de parecer inofensiva, o produto pode desencadear reações irritativas e até alérgicas, mesmo que o material tenha sido feito em casa.


Considerada uma reação química, a geleca leva ingredientes como bicarbonato de sódio, ácido bórico, cola branca ou de isopor e ainda pode ter a adição de espuma de barbear, xampu, sabão em pó e corantes.


O alergista e imunologista do Departamento Científico de Dermatite Atópica e de Contato da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Nelson Guilherme Bastos Cordeiro, alerta para o perigo, especialmente em crianças, já que a fabricação do slime caseiro não tem concentrações padronizadas.


Segundo o especialista, os resultados podem ser queimaduras químicas, irritação nos olhos e dermatites de contato por irritantes. “A queimadura, especialmente nas mãos, pode ser a reação mais grave por ação abrasiva causada pelo borato de sódio (bórax), explica Dr. Cordeiro.


“Existe ainda risco de reações alérgicas devido ao contato prolongado da criança ao brincar com o slime, expondo a pele mais sensível, nessa faixa etária, às substâncias com ph mais elevado (básico), com comprometimento de sua integridade. Dentre essas substâncias, destaca-se a metilisotiazolinona ou kathon CG encontrada em cosméticos, xampus, gel de barba, espuma de banho e amaciante de roupa, ingredientes muitas vezes utilizados na confecção do slime. Entretanto, não há relato de anafilaxia ou choque anafilático” explica o especialista em Alergia e Imunologia.


O alergista ressalta que o ideal é não usar o slime de fabricação caseira, dando preferência para as formas industrializadas com concentrações já testadas. Caso tenha alguma reação, lavar abundantemente a região com água ou soro fisiológico gelados e procurar atendimento médico o mais rapidamente possível.


As informações são da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.


(DOL)

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