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Mãe: um amor que renasce todos os dias

segunda-feira, 13/05/2019, 07:04 - Atualizado em 13/05/2019, 07:26 - Autor:


Momento de alegria e de celebração para as mulheres que deram à luz neste Dia das Mães. Na Santa Casa de Misericórdia, Maternidade de referência no estado do Pará, nasceram 47 bebês, desde às 7h do sábado até às 10h de ontem (12).


Com um enorme sorriso nos lábios e braços acolhedores, a mãe de primeira viagem Odaice dos Santos, 34 anos, é uma das mulheres que deram à luz próximo a essa data especial. Mãe do pequeno Cristhian Edgar, ela se diz orgulhosa de ter seu bebê no colo neste momento. “Quando eu olhei a carinha dele fiquei muito emocionada. Todo mundo está esperando por nós em casa com muito amor”, conta a mãe de primeira viagem.


Ela diz que Cristhian chegou em sua vida no momento em que o sonho de ser mãe estava cada vez mais longe. “Em 2015, eu engravidei e perdi aos três meses de gestação. A médica disse que eu não podia mais ter filhos. Me deu medo e angústia no momento. E quando fiquei sabendo que tinha engravidado novamente, três anos depois, foi uma surpresa e, ao mesmo tempo, uma transformação na minha vida”, ressalta.


Ele veio ao mundo antes da hora prevista. A mãezinha conta que esperava o menino para o período entre o dia 1º ao 15º dia de junho. “Eu estava numa consulta de retorno com a obstetra e minha pressão ficou alta. Logo tiveram que me internar com uma pré-eclampsia. De Ananindeua, área metropolitana de Belém, o bebê de Odaice é o 35º neto da família. “Na minha família são 8 mulheres e 6 homens, todos do mesmo pai e da mesma mãe, de 50 anos de casamento. Ele será muito bem-vindo”, acrescenta a mãe.




Clélia e Vilma: emoção de ajudar mulheres a dar a luz, mesmo em uma rotina de trabalho intensa na Santa Casa (Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)


TRABALHO POR AMOR


O parto de Odaice foi cesáreo, mas na maternidade, existe um esforço para acompanhar todo o trabalho de parto e orientar as mães para que o parto siga seu curso natural. É o que explica Clélia Andrade, que trabalha como enfermeira da Santa Casa desde 2006. “Trabalhamos numa proposta do chamado parto adequado que é adequar cada caso de acordo com sua necessidade”, explica.


Mesmo com uma rotina frenética, Clélia diz que ainda se emocionar ao presenciar o nascimento de bebês. “Sendo mãe, a gente se torna mais sensível e ainda mais enquanto enfermeira, pois temos esse olhar para cuidar do outro”, reflete. “Quando você se relaciona de forma mais intensa, consegue conduzir o parto com a adequação indicada e até um simples ato de dar a mão para a pessoa é importante”, diz.


“A rotina é cansativa como em qualquer ambiente de trabalho, mas não é pesada”, diz a enfermeira Wilma Malcher, 56. Com dupla jornada, ela conta que hoje está mais descansada da rotina de mãe. “Minha filha já se formou e não mora mais comigo. Já meu filho, já passou por aqui, deixou meu almoço e ainda me presenteou”, conta a mãe orgulhosa.


E 12 de maio também se comemora o Dia do Enfermeiro, uma felicidade a mais para essas mulheres que têm outra jornada. “Neste ano, fomos agraciados duplamente com o Dia das Mães e do Enfermeiro. Estamos muito contentes de festejar duas datas tão simbólicas”, conclui Clélia.




Márcia, com o neto Cauê, e Silvana junto às filhas Roberta e Sofia aproveitaram o dia na Praça Batista Campos (Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)


Domingo também foi dia de passeio nas praças de Belém


As praças de Belém foram escolhidas por muitas mães para passar a manhã com os filhos. Na Batista Campos, apesar do movimento menor aparentemente em relação aos outros domingos, era possível ver várias famílias aproveitando o Dia com os filhos. A servidora pública Lia Cruz diz que o domingo nublado propiciou o passeio com os dois filhos, Davi, 1 ano e Sofia, de 4. “Viemos aproveitar um pouco o dia, antes do almoço com a família”, contou Lia.


A dona de casa Silvana Souza também escolheu a praça para passear com as duas filhas, Roberta e Sofia, de 6 e 8 anos. O passeio teve direito, inclusive, a roupa especial. “Comprei as camisas iguais para usar hoje como homenagem pelo Dia das Mães, que é uma data muito especial e merece ser celebrada sempre”, comentou Silvana.


A filha mais velha de Silvana, Roberta, aproveitou para contar sobre o presente que havia dado à mãe. “Fiz uma cartinha bem especial para ela”, disse.


A empregada doméstica Márcia Souza resolveu comemorar o Dia das Mães com o neto, Cauê, de 4 anos, com um passeio na praça. “Antes de comemorar o Dia das Mães com um almoço preparado por mim e pelos meus irmãos para a minha mãe, resolvi passear com o meu neto, porque avó é mãe duas vezes”, lembrou.


(Wal Sarges e Alexandra Cavalcanti/Diário do Pará)

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