Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis


24°
R$
Pará

Mochila pode causar problemas de saúde; veja o peso ideal e como evitar danos ao seu filho

quinta-feira, 04/04/2019, 11:00 - Atualizado em 04/04/2019, 17:24 - Autor:


Já reparou na quantidade de material escolar que seu filho carrega na mochila todos os dias? Você sabia que a mochila não deve exceder 10% do peso corporal da criança? Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o uso inadequado de mochilas é um dos motivos que levam 85% da população a desenvolver dores nas costas.



O fisioterapeuta Kevin Marques, especialista em Ortopedia e Traumatologia Desportiva e coordenador do departamento de fisioterapia da Clínica do Trauma (CTA), explica que os pais devem ser firmes na escolha da mochila para não trazer problemas futuros.



“É comum a família optar pela mochila dos personagens favoritos das crianças, por exemplo, mas o importante mesmo é que a mochila seja leve, bem acolchoada, possua tiras ajustáveis no ombro e na cintura”, recomenda.



Fisioterapeuta explica como escolher a mochila ideal. (Foto: Arquivo Pessoal)


Segundo o fisioterapeuta, as mochilas de carrinho são uma boa opção para as crianças, no entanto, é preciso ficar atento a algumas características. “A criança não precisa sobrecarregar a coluna com o peso, porém, mochilas com a puxada curta ou longa demais são inadequadas e podem causar desequilíbrios na coluna”, alerta.




Kevin destaca ainda, que a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia recomenda que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal da criança, ou seja, uma criança de 30 quilos, por exemplo, deveria carregar uma mochila com peso adequado de até 3 quilos.



O fisioterapeuta ressalva que os pais devem ficar atentos a alguns sinais que a criança possa apresentar. “É interessante estimular a criança a se queixar de dor. Os pais devem se atentar quando a criança referir fadiga muscular, dores de cabeça, dor na região do pescoço e ombros, limitação de movimento dos braços, dificuldade para realizar esforço físico e desvios na coluna”, pontua.



Kevin explica que o mau uso da mochila na infância ou adolescência pode gerar consequências mais graves na fase adulta. Por isso, o fisioterapeuta recomenda buscar orientação médica para o tratamento adequado.


“Se os sintomas do uso inadequado da mochila já tiverem aparecido, o primeiro passo é levar a criança até um médico ortopedista. Ela será submetida a avaliação física, exames complementares e direcionada ao fisioterapeuta para o tratamento mais adequado. Aquele adulto que carregou excesso de peso durante a infância, pode desenvolver doenças na coluna, como Hipercifose (coluna corcunda), Escoliose (coluna em forma de S), Espondiloartrose (bicos de papagaio e desgastes na coluna), entre outras. Em casos mais graves pode desenvolver hérnia de disco”, alerta.



Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 80% da população mundial sofrerá pelo menos um episódio de dor na coluna durante a vida devido aos maus hábitos posturais.




ATENÇÃO, PAIS!


Denis Vale, mãe de Júlia Vale, de sete anos, sabe da importância da filha não levar para a escola materiais muito pesados, muito menos que use a mochila de forma incorreta. Para isso, ele está sempre está atenta aos cuidados e de olho no que a menina carrega.



“Graças a Deus a minha filha nunca chegou a reclamar de dores ou incômodos, acho que devido esse cuidado que tenho com ela. Ela está no segundo ano e a cada ano que passa, os materiais vão aumentando e nós mães temos que ter mais atenção no excesso de peso”, destaca.



Júlia conta com a ajuda da mãe na hora de arrumar a mochila. (Foto: Arquivo Pessoal)


A mãe de Júlia conta ainda, que sempre verifica a mochila na ida e na volta da escola. “Tenho muito atenção na hora de arrumar a mochila dela. Procuro olhar o horário das aulas para colocar somente os materiais que ela usará no dia, desta forma evita o excesso de peso, pois sei que isso pode prejudicar a saúde dela”, explica.


Leia também: 





Coordenação: Enderson Oliveira/DOL


Multimídia: Gabriel Caldas/DOL


(DOL)


Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS