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Pará

Corpo de líder de movimento social assassinada no Pará apresentava sinais de degolamento

sexta-feira, 22/03/2019, 21:15 - Atualizado em 23/03/2019, 16:18 - Autor:


A coordenadora regional do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) em Tucuruí Dilma Ferreira Silva, 45, foi assassinada a facadas nesta quinta-feira (21). Foram mortos também o marido, Claudionor Costa da Silva, 42, e um homem identificado como Hilton Lopes, 38.


O crime aconteceu na casa do casal, no assentamento Salvador Allende, zona rural de Baião, onde eles viviam havia cerca de cinco anos, segundo o MAB. O local fica a 60 km da cidade de Tucuruí (445 km ao sul de Belém).


LEIA TAMBÉM: Triplo homicídio é registrado no interior de Baião


A Polícia Civil afirmou que investiga o caso e que não sabe a motivação do crime. A casa, onde também funcionava um mercadinho, estava revirada.Dilma foi encontrada sobre a cama com sinais de degolamento, enquanto o corpo dos dois homens estavam na entrada do imóvel, segundo a polícia.


De acordo com o MAB, a família de Dilma está entre as cerca de 32 mil pessoas desalojadas de suas terras pelo lago da usina de Tucuruí, inaugurada em 1984 sobre o rio Tocantins.


A ativista já foi uma das coordenadoras nacionais do MAB. Em 2011, participou de uma reunião com a então presidente Dilma Rousseff. Foi a responsável por entregá-la em mãos um documento com reivindicações e propostas.


(Folhapress)

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