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Pará

Quase seis mil jovens morreram vítimas de arma de fogo no Pará

quinta-feira, 21/03/2019, 09:07 - Atualizado em 21/03/2019, 09:29 - Autor:


No Brasil, a cada 60 minutos uma criança ou adolescente morre em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Nas últimas duas décadas, mais de 145 mil jovens, com idades entre zero e 19 anos, faleceram em consequência de disparos, acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio ou suicídio. No Pará, de 1997 a 2016, foram 5.853 mortes, além de 4.261 internações, entre os anos de 1999 e 2018.


Os números fazem parte de um levantamento elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com o objetivo de ajudar a entender esse problema que atinge proporções endêmicas e com implicações nos indicadores de saúde pública.


Segundo o levantamento da entidade, que considerou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2016 (ano mais recente disponível), foram registrados 9.517 óbitos no Brasil (594 no Pará). A marca é praticamente o dobro do identificado há 20 anos (4.846, em 1997, no País, e 78 no Pará), representando em números absolutos o pico dessa série histórica.


De acordo com os últimos dados oficiais disponibilizados, 45% do volume total de óbitos em 2016 ficou concentrado em estados da região Nordeste. Outros 26% dos casos ficaram no Sudeste e o restante foram divididos entre o Centro-Oeste (8%), Norte e Sul (ambos com 10%).


RANKING


Dentre os estados, a situação mais preocupante atinge a Bahia, que desde 2009 lidera o ranking nacional, com o maior número proporcional de óbitos de crianças e adolescentes por arma de fogo. Em 2016, 14% das mortes registradas no País com esta causa ocorreram naquela unidade da federação. O Pará lidera no Norte em todos os anos da pesquisa.


Para a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, é imprescindível que as autoridades assegurem a paz e a integridade dos jovens e daqueles que cuidam de seu bem-estar. “O País precisa de medidas efetivas para aumentar a segurança das nossas crianças e adolescentes, e também dos profissionais que os acompanham nas escolas, nas unidades de saúde, nos centros desportivos e outras instalações do tipo”, defendeu.


(Diário do Pará)

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