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Casos de violência e ameaças em escola de Belém assustam

sábado, 16/03/2019, 07:28 - Atualizado em 16/03/2019, 07:43 - Autor:


Não foi uma manhã comum na Escola Estadual Professor Renato Pinheiro Conduru, ontem (15). As aulas foram suspensas no meio da manhã para que diretores, coordenadores e professores pudessem se reunir com representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para tratar dois casos de violência e insegurança que envolveram a unidade esta semana.


Na tarde da última quinta-feira (14), um dos alunos – menor de 18 anos de idade – tentou entrar armado com uma faca na unidade, que fica no conjunto Promorar, bairro de Val-de-Cans. A situação ocorreu no mesmo dia em que vídeos e áudios gravados por outros alunos da escola anunciavam uma ação semelhante ao ocorrido em Suzano (SP), onde dois jovens armados assassinaram 10 pessoas dentro de uma escola, em seguida cometeram suicídio.


Passava das 9h30 quando as turmas de Ensino Fundamental da escola começaram a ser liberadas pelos professores. Pais, mães e responsáveis, tão logo souberam que as aulas tinham sido suspensas foram buscar os filhos no colégio com medo do que estava acontecendo. Todos comentavam que tinham ouvido das situações de violência que ameaçavam o ambiente escolar.


A dona de casa Maria Lourdes Oliveira, 37 anos, tem dois filhos matriculados na escola Renato Conduru, sendo que um estuda pela manhã e outro, à tarde. “Vim buscar um deles porque estou com medo. Não sei o que pode acontecer”, dizia. “O que estuda à tarde não virá hoje (ontem) para aula que não vou deixar”, respondeu ao ser questionada sobre o outro filho.


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(Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)


TENSÃO


Entre os alunos que voltavam para casa ainda pairava muitas dúvidas e também a sensação de insegurança. Uma estudante do 3º ano contou que a turma dela estava sobressaltada. Eles, inclusive, já traçaram um plano de fuga da sala de aula, caso a escola seja mesmo invadida por pessoas armadas. “A gente vai correr por um corredor e tentar pular o muro”, projetou a garota.


Uma funcionária do colégio, que pediu para não ser identificada, conversou com a reportagem e relatou que a direção estava em reunião com representantes da Seduc para tratar do assunto, mas que nem eles também tinham certeza do que estava acontecendo. Um professor, que também teve o nome preservado, ressaltou que a coordenação da escola e os demais professores estão tratando o caso do vídeo com ameaças como uma “brincadeira de mau gosto” e que os pais dos alunos envolvidos com o material já tinham sido chamados para comparecer na escola.


Vizinha da escola, a moradora Francisca Oliveira ressaltou estar assustada com o que está acontecendo. Ela disse que estudou na unidade e lamenta que a realidade de insegurança possa atrapalhar o ensino. “É uma escola boa, com professores dedicados”, pontuou. “Mas infelizmente esse medo, esse perigo, agora está no coração de todos os brasileiros”, desabafou.


A Seduc informou que tomou conhecimento do material audiovisual ainda na noite de quinta-feira (14) e que, juntamente com a direção da escola, identificaram os dois alunos que aparecem nas imagens e vão tomar as medidas cabíveis. Ainda, segundo a secretaria, os dois estudantes foram encaminhadas para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), onde o caso foi registrado. Uma equipe da Companhia Independente de Policiamento Escolar (CIPOE) foi designada para fazer a segurança preventiva da escola. A Polícia Civil informou que uma equipe da Seccional da Sacramenta começou a apurar as informações sobre o estudante que teria tentado entrar armado com uma faca no prédio. Até o final da manhã de ontem (15), ainda não havia registros em nenhuma delegacia e nem na Data sobre esta situação.


OUTRO CASO: FAKE NEWS EM SANTARÉM


Em Santarém, a polícia abriu inquérito para investigar quem espalhou uma notícia falsa (fake news) que alertava para um atentado na Escola Álvaro Adolfo Siqueira, no bairro de Santa Clara.


As ameaças e anúncios de atentado se espalharam pelas redes sociais e mostravam inclusive uma imagem de dois revólveres e mais munições que seriam usados na ação criminosa. A Seduc já constatou que as ameaças se tratam de uma mentira que foi arquitetada para espalhar pânico entre a comunidade escolar.


(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

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