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Alta no preço do feijão já chega a 100%

sexta-feira, 15/03/2019, 18:17 - Atualizado em 15/03/2019, 18:35 - Autor:


A alimentação básica dos paraenses continua entre as mais caras do país, segundo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta sexta-feira (15). 


Vários são os fatores que têm contribuído ao longo dos anos para que o povo paraense continue pagando muito caro pela alimentação básica, entre eles, a importação de mais da metade dos produtos que compõem a Cesta Básica, aliado a questão de sazonalidade dos produtos e demais fatores ligados à comercialização.


Mas nos últimos meses, o produto que está tirando o sossego de milhares de donas-de-casa é o feijão. Presença obrigatória na mesa dos paraenses, o feijão é um item considerado essencial.


Para a dona-de-casa, Osmarina Nascimento, o feijão além de colaborar para a “sustância” da família, é importante por garantir que a alimentação do dia possa ser compartilhada de maneira igualitária. “Várias pessoas comem na minha casa todos os dias. Com o feijão e o arroz que garantem a base do prato, o resto entra qualquer coisa, até um ovo frito. Não tenho como ficar sem feijão, senão o que vamos comer?”, questiona ela, preocupada com o aumento quase diário do produto.


Segundo o DIEESE/PA é realizado um levantamento semanal no preço do Kg do feijão Carioquinha, Jalo e Cavalo em supermercados da capital.


De acordo com as pesquisas, em Fev/2018 o preço do Kg do feijão foi comercializado em média em supermercados de Belém a R$ 2,96; fechou o ano de 2018 (Dez) sendo comercializado em média a R$ 3,23; iniciou o ano de 2019 (Janeiro) sendo comercializado em média a R$ 4,31 e no mês passado Fev/2019 foi comercializado em média a R$ 6,52 por kg. 


Com isso, o feijão consumido pelos paraenses, comercializado em supermercados de Belém, apresentou alta recorde de 51,28% no mês passado (Fev/2019) em relação ao mês de Jan/2019.


 No ano de 2019 (Jan-Fev) a alta no preço do produto foi de 101,86% e nos últimos 12 meses, esta alta acumulada no preço do produto alcançou 120,27%. A inflação dos últimos 12 meses gira em torno de 4,00%.


(Com informações do Dieese)

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