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Crianças são principais vítimas da meningite meningocócica; veja como proteger seu filho!

quinta-feira, 07/03/2019, 13:22 - Atualizado em 07/03/2019, 14:07 - Autor:


A meningite meningocócica é uma doença infecciosa bacteriana que afeta mais as crianças, principalmente abaixo dos dois anos. Trata-se de uma doença de evolução rápida, que pode levar à morte.



Segundo as enfermeiras Diana Lobato e Brena Brasil, responsáveis pelo Grupo Técnico de Vigilância das Meningites da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), a meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos).


“A meningocócica é uma meningite bacteriana e, junto com a pneumocócica, é considerada uma das formas mais graves e preocupantes da doença”, explicam.



De acordo com as enfermeiras, dentre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, enjoos, vômito e rigidez na nuca. “Além dos sinais e sintomas da meningite, os pais devem ficar em alerta a sonolência, irritabilidade e choro constante, em caso de crianças”, orientam.



DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO


 O diagnóstico das meningites é feito por meio de exames de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor), que determinarão o tipo da doença e o tratamento.



No caso das bacterianas, por exemplo, o tratamento é feito com antibióticos, associados ou não a corticoides, de 7 a 14 dias, sendo normalmente necessária a internação.


Já no caso das virais, dependendo do agente, é preciso ministrar antivirais e corticoides por cerca de uma semana, onde os pacientes geralmente são internados e monitorados quanto aos sinais de maior gravidade.




Enfermeiras da Sespa dão dicas de prevenção. (Foto: Arquivo Pessoal)


Nas meningites fúngicas, a prescrição é de antifúngicos por quatro a 12 semanas, também escolhidos com base no microrganismo identificado no corpo do paciente.



“Os principais exames para o diagnóstico da meningite são: bacterioscopia do Líquor, cultura do LCR (líquido céfalo raquidiano), PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real. Pessoas com sinais e sintomas de meningite deverão procurar qualquer estabelecimento de saúde da rede pública ou privada, a fim de receber atendimento médico e este por sua vez, em caso de suspeita, poderá encaminhar o caso para a Unidade de Diagnóstico da Meningite (UDM), localizada no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), onde será realizado o diagnóstico e tratamento”, ressaltam as enfermeiras da SESPA.




Segundo as especialistas, em alguns casos mais graves da doença pode deixar sequelas como perda da audição, distúrbio de linguagem e visual, retardo mental e dificuldade motora.


“A maneira mais eficaz de se proteger contra a meningite é a vacinação, que está disponível na rede pública (vacina meningoccócica conjugada  C, que previne contra a forma grave da doença e a principal causa de óbitos) e na rede privada Meningoccócia B e a vacina Meningoccócica conjugada quadrivalente A,C,W, Y”, recomendam as enfermeiras.




CASOS EM BELÉM E NO BRASIL 


Somente este ano, Belém notificou 73 casos suspeitos de meningite. Destes, segundo a Sespa, 17 foram confirmados.



Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registradas 934 ocorrências de meningite pneumocócica no Brasil e 282 mortes. As meningites causadas por outras bactérias somaram 2.568 notificações e 316 mortes.


No caso da viral, foram registrados 7,873 notificações e 93 mortes. Já as meningites com outras causas contabilizaram 624 ocorrências e 122 mortes em 2018.



Segundo o Ministério da Saúde, foram registradas 1.138 ocorrências da doença meningocócica no Brasil e 266 mortes, justamente a que acometeu o neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Arthur Lula da Silva, de apenas 7 anos, deu entrada no Hospital Bartira, em Santo André, no dia 1º de março, com “quadro instável” e morreu às 12h11 “devido ao agravamento do quadro infeccioso”, segundo a assessoria da Rede D’Or São Luiz, da qual o hospital faz parte.



Vigilância 


Sempre que um caso de meningite é confirmado, a equipe de vigilância epidemiológica do município deve ser acionada para que medidas de controle e de educação em saúde sejam realizadas. Departamento de Vigilância em Saúde de Belém (sobreaviso do DEVS): 91- 98417-3985.



De acordo com a Ministério da Saúde, no Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno, e das virais na primavera-verão.


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Coordenação: Gustavo Dutra/DOL


Multimídia: Gabriel Caldas/DOL


(DOL)

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