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Quedas de árvores geram apreensão e críticas

quinta-feira, 09/02/2017, 09:03 - Atualizado em 09/02/2017, 10:20 - Autor:


Os casos de quedas de árvores em Belém têm deixado algumas pessoas receosas. Apenas este ano, 5 vegetais já tombaram na cidade. Os registros são mais frequentes com as chuvas, como ocorreu anteontem, quando duas mangueiras desabaram. Uma delas à tarde, na avenida Nazaré, em frente a uma escola privada. “A sorte é de não ter sido na hora de entrada ou saída dos alunos, senão teria sido uma catástrofe”, diz a dentista Érica Maia, 36, mãe de um aluno da escola. A outra árvore caiu à noite, na Generalíssimo Deodoro, atingindo a fiação elétrica e um veículo.

Trabalhando na área de Nazaré, o taxista Eraldo Costa, 57, já teve um prejuízo de R$ 700 para trocar 2 para-brisas trincados após ser atingidos por mangas. Agora, terá de prestar atenção também no estado das mangueiras. “A mangueira que caiu na avenida Nazaré estava oca, tanto é que a raiz ficou no chão”.


Veja imagens das três árvores que caíram nos últimos dias.


A estudante Cláudia Lima, 18, diz que o aumento do número de árvores caindo causa muita apreensão. ”É complicado. A pessoa já anda debaixo das árvores com receio. A ‘cidade das mangueiras’ precisa que suas árvores sejam melhor cuidadas”. Engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Sérgio Brazão explica que as árvores precisam passar por exames periodicamente para verificar a existência de algum problema e, assim, antecipar a sua recuperação. “A árvore é um ser vivo. Quando morre, ela cai. Isso não pode ocorrer na cidade. O poder público tem como evitar.”



Mãe de aluno, Érica Maia diz que, felizmente, queda de árvore em frente a uma escola não ocorreu nos horários de saída e entrada. (Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)


Brazão ressalta que é possível identificar problemas no vegetal visualmente, observando o aspecto das folhas, do tronco, bem como se está equilibrada. Até mesmo uma poda inadequada pode prejudicar o vegetal, por isso é recomendado que o morador não faça nenhuma intervenção na árvore por conta própria. Deve procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) para pedir qualquer tipo de procedimento.

PROBLEMAS

“Os problemas mais comuns são o apodrecimento do caule, canos de tubulação que cortam a raiz e a poda, que diminui a produção de alimento para a árvore”, enumera. Segundo o especialista, a chamada “erva de passarinho” prejudica o vigor da árvore, pois as folhas deixam de produzir, por meio da fotossíntese, o alimento do vegetal.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)


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