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Bolsonaro é criticado pela ONU por defender mineração na Amazônia

quarta-feira, 26/06/2019, 10:16 - Atualizado em 26/06/2019, 11:10 - Autor:


O Brasil foi citado no Relatório do Conselho de Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU), como exemplo de nação que tem tomado medidas no sentido oposto ao necessário para enfrentar as mudanças climáticas.


O presidente Jair Bolsonaro fez uma promessa de liberar partes da Amazônia para a mineração e, além disso, a restrição ao demarcar terras indígenas, o enfraquecimento das proteções e agências ambientais também são alvos de críticas.


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Assinado pelo relator Philip Alston, o relatório sobre pobreza extrema do Conselho de Direitos Humanos da ONU tem foco nos efeitos do aquecimento global principalmente sobre a parcela da população que já é mais vulnerável. “O mundo está caminhando para um ‘apartheid climático’, onde os ricos compram saídas para os piores efeitos do aquecimento global enquanto os pobres têm de suportar o peso” diz o documento.


O relatório ainda comenta que as empresas têm um papel fundamental nas questões da mudança climática, mas não podem ser responsabilizadas a observar as condições dos mais pobres. "Uma dependência excessiva do setor privado poderia levar a um cenário de apartheid climático em que os ricos pagam para escapar de superaquecimento, fome e conflitos, enquanto o resto do mundo é deixado a sofrer", diz o documento.


Em 2018, o Brasil anunciou ter desistido de ser sede da Conferência do Clima da ONU neste ano. A justificativa oficial foi a falta de verba para receber o evento. O relatório também criticou outros governos, incluindo Estados Unidos e China, por fazer pouco mais que enviar representantes para conferências para discursar, apesar de cientistas e ativistas estarem realizando alertas desde os anos 1970. Só os Estados Unidos sofreram, desde a década de 1980, 241 desastres climáticos, o que custou mais de US$ 1 bilhão.


(Com informações Notícias ao Minuto)

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