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Acusado de matar Marielle perdeu a perna em atentado; comparsa já homenageou Bolsonaro

terça-feira, 12/03/2019, 10:28 - Atualizado em 12/03/2019, 11:20 - Autor:


O sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, apontado como autor dos disparos que mataram Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, e Elvio Queiroz, 36 anos, que dirigia o veículo usado no crime, foram denunciados por duplo homicídio qualificado.



Ronnie já foi homemageado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), há mais de 20 anos. O autor da proposta foi o deputado Pedro Fernandes Filho, já falecido. Pedro Fernandes Neto (PDT), neto de Pedro Fernandes, é secretário de educação do governador Wilson Witzel (PSC).


"Sem nenhum constrangimento posso afirmar que o referido militar é digno desta homenagem por honrar, permanentemente, com suas posturas, atitudes e desempenho profissional, a sua condição humana e de militar discreto mas eficaz. Constituindo-se, deste modo, em brilhante exemplo àqueles com quem convive e com àqueles que passam a conhecê-lo", explicou o deputado na época.


Já em 2009, Lessa sofreu um atentado a granada, após sair de um bar. Ele dirigia seu carro, que era blindado, quando ocorreu a explosão. O PM teria tentado saltar do veículo, mas teria ficado preso ao cinto de segurança.



O PM teve uma das pernas amputadas e, desde então, usa uma prótese após o veículo percorrer uma distância de 150 metros até bater num poste.


No mês seguinte aos homicídios de Marielle e de Anderson, Lessa sofreu um novo atentado. Ele e um amigo foram baleados na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Houve troca de tiros, o suspeito que estava de motocicleta fugiu. A Polícia até hoje investiga o caso.


Sargento, Lessa mora em luxuoso condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro também tem casa e onde morou até se transferir para a Granja do Torto, em Brasília. O local virou ponto de encontro para seus fãs durante o período eleitoral e na vitória nas Eleições 2018.




Já o ex-policial Elcio Vieira de Queiroz foi expulso da corporação por fazer segurança ilegal em uma casa de jogos de azar no Rio de Janeiro. Ele foi um dos 43 denunciados pela Operação Guilhotina, deflagrada em fevereiro de 2011 pela Polícia Federal.



Investigações revelaram um esquema de corrupção policial que incluía a venda de informações sobre operações e de espólio de guerra do tráfico, além do serviço ilegal de vigilância.



Imagem: Reprodução


 



Elcio e pelo menos outro sete PMs da corporação foram expulsos pela Corregedoria Geral Unificada da Secretaria da Segurança Pública, em 2016. Em agosto do ano passado, ele publicou uma foto em seu perfil no Facebook, onde aparecia sorrindo ao lado do então candidato Jair Bolsonaro e compartilhou um vídeo da banda RPM como homenagem ao presidente.



Imagem: Reprodução


 


A publicação, no entanto, já foi removida de seu perfil nas últimas horas.


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(Com informações do Extra e do UOL)

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