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Chefe do narcotráfico é preso em Brasília; grupo fazia festa com prostitutas em piscina

quinta-feira, 28/02/2019, 15:16 - Atualizado em 28/02/2019, 15:16 - Autor:


O ex-líder do Cartel Juarez, um dos maiores do México, Lúcio Rueda Bustos, foi preso na piscina de um hotel de luxo no setor hoteleiro em Brasília, no Distrito Federal, na tarde desta quarta-feira (27). Rueda estava com mais cinco amigos no local, e o grupo chamou atenção porque consumia produtos de alto valor, gastava com garotas de programa e sempre pagava tudo em dinheiro.

Segundo o diretor adjunto da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), delegado Luiz Henrique Dourado, em entrevista ao portal Metrópoles, quando foi preso, Lúcio Rueda portava documentos fraudados, que foram ‘tirados’ a partir de uma falsa Certidão de Nascimento.

“Contaram versões divergentes. Eram dois mexicanos e mais quatro pessoas de outros estados. Desconfiamos e os levamos para a delegacia. Ao checar a documentação, vimos que Lúcio Rueda estava com a identidade e a habilitação fraudadas. Além disso, encontramos R$ 30 mil em espécie no quarto dele. Também localizamos jóias”, explicou o delegado.

Policiais civis constataram que o criminoso veio para o Brasil em 2002 e passou a fazer lavagem de dinheiro no interior do Paraná. À época, Rueda chegou à capital paranaense com US$ 30 milhões na bagagem. Foi preso em 2006, no âmbito da Operação Zapata, julgado e condenado pelo então juiz Sérgio Moro, atualmente ministro da Justiça, a 10 anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro. Cumpriu a pena de 4 anos e foi solto.

Após ser preso, Lúcio Rueda Bustos, o segundo na hierarquia do cartel, afirmou em depoimento que tinha dois nomes e todos seus documentos eram verdadeiros.

“Ele é frio e mente com facilidade”, descreveu o delegado.

O suspeito passou por audiência de custódia na Justiça nesta quinta-feira (28), e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

US$ 200 milhões por semana

Durante os anos 1980 e 1990, Lúcio Rueda Bustos foi o tesoureiro de Amado Carrillo Fuentes, chefe do cartel de Juárez, a maior organização de narcotraficantes do México.

Segundo o Departamento Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), o cartel chegou a faturar US$ 200 milhões por semana com o tráfico de drogas e foi responsável por 50% do total de entorpecentes que entravam nos Estados Unidos.

Em Ciudad Juárez, município na fronteira com os Estados Unidos, Fuentes era conhecido como “o senhor dos céus” por utilizar Boeings 727 para transportar cocaína colombiana até o território americano.

Na primeira metade da década de 1990, o cartel passou a transportar drogas também por navio, do México até Nova York (EUA). Perseguido pelos governos americano e mexicano, Fuentes decidiu mudar o rosto em um hospital da capital mexicana em 3 de julho de 1997. Após oito horas de cirurgia, o traficante começou a ter reações adversas causadas pela anestesia e morreu. Como vingança, o grupo de Fuentes assassinou todos os médicos que participaram da operação.

O cartel é uma das várias organizações de tráfico de drogas conhecidas por decapitar seus rivais, mutilar seus corpos e despejá-los em lugares públicos para instilar o medo, não só para o público em geral mas também para as autoridades locais e os seus rivais.

Lúcio Rueda Bustos é casado com uma brasileira e reside no Paraná. O dinheiro, o celular do ex-líder do cartel e as jóias encontradas com o grupo no hotel de luxo serão alvo de investigação. Todos os cinco acusados que estavam com ele foram liberados.

(Com informações do portal Metrópoles

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