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A 'palavra-chave' que salvou garota de 11 anos de ser sequestrada

terça-feira, 13/11/2018, 15:14 - Atualizado em 13/11/2018, 15:55 - Autor:



O raciocínio rápido de uma menina de 11 anos evitou uma ocorrência que poderia ter sido trágica.


A criança caminhava com uma amiga em um parque de San Tan Valley, ao sul da cidade de Phoenix - no Estado americano do Arizona -, quando uma van branca se aproximou.


Eram 15h45, hora local, da última quarta-feira.


O motorista abordou a menina dizendo que o irmão dela havia sofrido um acidente muito grave e que ela precisava acompanhá-lo.


Em vez de entrar no veículo, a menina pediu ao homem uma "palavra-chave" que ela havia combinado com os pais para situações como essas.


O homem, que não sabia a resposta, fugiu do local rapidamente.


"Nunca pensei que esse código seria realmente usado e estou muito orgulhosa da minha filha por se lembrar dele", disse Brenda James, mãe da criança, em entrevista à mídia local.


Brenda James, mãe de uma menina de 11 anos que evitou o próprio sequestro em Arizona, nos EUA


Brenda James, mãe da criança que evitou o próprio sequestro nos EUA, disse estar orgulhosa da filha. Foto: Reprodução Twitter


Exemplo de maturidade


Para Mark Lamb, chefe da polícia no condado de Pinal, ao qual San Tan Valley pertence, os pais também devem se orgulhar de como ensinaram a filha a se proteger.


"A presença de espírito de perguntar a 'senha' ao homem mostra que ela é uma garota muito madura e bem preparada!", disse ele à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.


A mãe da garota diz ter certeza de que o pequeno gesto de pensar uma palavra-chave salvou a vida da filha.


A família e a polícia decidiram manter a identidade da criança em sigilo, para evitar eventuais riscos.


Silhueta de pessoa usando um laptop


Policial reforça que os pais devem estar atentos aos perigos que existem além da internet. Foto: Reprodução


Quem é o suspeito


Quando chegou em casa, a menina contou à mãe o que havia acontecido.


A mãe ligou para as autoridades, que rapidamente iniciaram uma operação de busca.


O suspeito, que escondeu o rosto com a mão enquanto conversava com a garota, foi descrito como um homem branco de quarenta e poucos anos, com barba curta.


A polícia especificou que o veículo é um Ford Explorer.


Outras crianças do bairro disseram ter visto o mesmo veículo circulando no parque várias vezes ao dia.


Para o policial, que também mora na área, o modo de agir do homem indica que esta não é a primeira vez que ele tenta algo nessa linha.


"Fizemos uma entrevista coletiva com todas as redes de TV locais para pedir a ajuda do público. Temos recebido muitas informações, devido à repercussão do caso na mídia, mas até agora não encontramos o suspeito", diz ele.


Mark Lamb, chefe da polícia do condado de Pinal, em Arizona, nos Estados Unidos


 


 


Mark Lamb, chefe da polícia, destacou a maturidade da menina e o bom trabalho dos pais ao ensiná-la a se proteger. Foto: Reprodução


 


Precauções


Além de pensar em palavras-chave, as forças de segurança e organizações que trabalham com crianças fazem outras recomendações de segurança para casos como esses.


Uma sugestão é não colocar o nome da criança em suas roupas ou mochilas em lugares visíveis, já que os "pequenos" geralmente confiam em adultos que sabem seus nomes.


Também é recomendado tirar fotos das crianças a cada seis meses, uma vez que uma foto recente é uma das primeiras coisas que as autoridades pedem em casos de desaparecimento.


Mark Lamb ressalta que não há razões para os pais ficarem em pânico, mas que é preciso tomar precauções.


"Nós estamos sempre falando em proteger as crianças na internet, pelos riscos de contato com pessoas mal intencionadas e outras ameaças, mas quase nunca falamos na necessidade de cuidados também na rua, e isso é fundamental", acrescenta.


"As crianças precisam estar preparadas quando saem de casa, nos parques, na rua, nas escolas. Para essa garota, um código salvou sua vida."


Meninas de costas, usando mochilas


 


Além de combinar uma palavra-chave, especialistas sugerem que o nome da criança não seja colocado em suas roupas ou nas mochilas. Foto: Reprodução


 


(BBC Brasil)

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