Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis


26°
R$

Notícias / Mundo-Notícias

Mundo-Notícias

Criança brasileira separada da mãe e detida nos EUA apresenta distúrbios

quarta-feira, 01/08/2018, 20:08 - Atualizado em 01/08/2018, 20:08 - Autor:


Retirado dos braços da mãe e detido por agentes da Patrulha de Fronteiras dos EUA durante 50 dias, o brasileiro Thaigo, de apenas 5 anos, não é mais o mesmo.


Se antes gostava de brincar com bonecos, hoje sua brincadeira favorita se resume a prender “migrantes” com algemas de plástico.


As mudanças vão além. O menino está bem agressivo e quando reencontrou a mãe implorou para mamar –  o que não acontecia há anos.


Em entrevista ao jornal The New York Times, Ana Carolina Fernandes revelou que o comportamento da criança mudou muito desde a separação. Recentemente, se escondeu atrás do sofá quando visitas chegaram à nova casa da família na Filadélfia “Ele está assim desde que o recuperei. Não quer falar com ninguém”.


Thiago é uma das quase 3 mil vítimas da nova política de imigração de “tolerância zero” do governo Trump. Após inúmeras críticas, mais de 1.800 crianças foram devolvidas às famílias.


Consequências do trauma 


Thiago não é exceção entre as vítimas da política de imigração norte-americana. Segundo informações de uma rede  de voluntários que trabalham com crianças migrantes nos EUA, a Together & Free [Juntos & Livres], muitas crianças apresentam sinais de ansiedade, introversão, regressão e demais problemas de saúde mental. “Nossos voluntários estão vendo o preço real e significativo que essas separações traumáticas tiveram na vida dessas crianças e suas famílias, que persiste mesmo depois da reunificação”, disse Joanna Franchin, uma das coordenadoras do projeto.


A exemplo do brasileiro, um menino de 3 anos, separado de sua mãe, fingia algemar e vacinar pessoas ao seu redor – o que possivelmente presenciou quando esteve sob custódia da Polícia de Imigração e Alfândega. Em outro caso, uma dupla de irmãos não conteve o choro ao avistar policiais na rua.


As consequências vividas pelas crianças equivalem a uma situação de abandono forçado – o que resulta em quadros de ansiedade aguda.  “Essas crianças não querem ficar sem suas mães; isso provoca uma sensação de abandono, ou que sua mãe será tirada deles. “Algumas mães se queixam de que seu filho era mais extrovertido e comunicativo, e hoje está quieto e desanimado. Crianças demoram um pouco para processar a informação ou uma situação, e a mãe tem de dizer: ‘Ei, ei, acorde”, disse Luana Biagini, uma assistente jurídica que trabalha com famílias brasileiras reunidas.


(Fonte: Uol)

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS