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JUSTIÇA

"Bolsonaro é criminoso", alertam deputados europeus

Os europeus recomendam que autoridades que fizeram campanhas de desinformação sejam processadas e levadas à Justiça

quinta-feira, 29/04/2021, 11:55 - Atualizado em 29/04/2021, 12:12 - Autor: Com informações UOL


O Parlamento Europeu voltou a criticar duramente o Brasil em um debate nesta quinta-feira (29).
O Parlamento Europeu voltou a criticar duramente o Brasil em um debate nesta quinta-feira (29). | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nos últimos meses o Brasil tem sido alvo de polêmicas tanto por conta das medidas de enfrentamento ao combate ao coronavírus, quanto a assuntos, como por exemplo, relacionados ao meio ambiente que foram debatidos em reunião na Cúpula dos Líderes sobre o Clima. 

O Parlamento Europeu voltou a criticar duramente o Brasil em um debate nesta quinta-feira (29). Além disso, deputados pediram que o presidente Jair Bolsonaro seja "investigado".

Anna Cavazzini, deputada alemã do Partido Verde, foi contundente. "São quase 400 mil mortos no Brasil. É uma tragédia provocada por decisões políticas deliberadas. Para nenhum governo foi fácil. Mas tentar é uma coisa, recusar é outra", disse.

"Desde o começo da crise, Bolsonaro se recusou a tomar decisões e rejeitou medidas cientificamente comprovadas. Ele reduziu a importância da pandemia, se opôs à vacinação e tentou ações em tribunais contra lockdown", alertou.

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Ela também falou sobre como a fome triplicou e que a crise social já atinge 90 milhões de brasileiros. "Precisamos lançar um apelo ao Brasil: tome medidas com base na ciência", disse.

Miguel Urban Crespo, deputado espanhol, foi ainda mais duro. Ele afirmou que a situação é "dramática" no Brasil e é resultado da "gestão criminosa de Bolsonaro".

"No lugar de declarar guerra ao vírus, ele declarou guerra à ciência, à medicina e à vida. As mortes seriam evitadas. Sua necropolítica e sua política da morte constitui um crime contra a humanidade que deve ser investigado", disse.

"Hoje, Bolsonaro é um perigoso para o mundo todo e o povo brasileiro não merece", afirmou.

O mesmo discurso foi usado por Javi Lopez. Para ele, Bolsonaro é "um risco para a vida dos brasileiros e para toda a humanidade".

"Estamos diante de um país que pode ser incubadora de novas cepas", alertou.

A deputada Katalina Cseh, da Hungria, repetiu diante do Parlamento as frases de Bolsonaro, em que pediu para que a população deixe de chorar. "Nunca deveríamos chegar a esse ponto. Presidente optou por ser parte do problema", alertou.

Já a francesa Leila Chaibi foi clara: "a política criminosa de Jair Bolsonaro não é inocente. A tragédia aumenta".

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