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SITUAÇÃO CATASTRÓFICA

Covid-19: estacionamento vira crematório na Índia

A maioria das vítimas precisou de oxigênio e não conseguiu. A situação da Índia é crítica.

terça-feira, 27/04/2021, 22:29 - Atualizado em 27/04/2021, 22:37 - Autor: Com informações da AFP


Situação de desespero é a realidade dos indianos durante a pandemia.
Situação de desespero é a realidade dos indianos durante a pandemia. | Reprodução

As colunas de fumaça se observam de longe. São corpos sendo cremados a céu aberto, a vista de todos que passam. O que está acontecendo em um crematório de Nova Delhi, na Índia, está deixando o mundo assustado.

O crematório que funciona ali no local está tão lotado que suas atividades agora se estendem ao estacionamento do local.

"Começamos com o nascer do sol e as cremações continuam até a meia-noite", explica o padre do local, que administra os últimos sacramentos aos mortos, olhando para as chamas das fogueiras e os montes de cinzas que, não faz muito tempo, eram seres humanos.

As vítimas, entre as quais muitos jovens, morreram de covid-19. A maioria precisou de oxigênio e não conseguiu. A situação da Índia é crítica. 

As famílias oram silenciosamente na beira da estrada, esperando a cremação de seus parentes falecidos, envoltos em linho branco. As sirenes das ambulâncias transportando outros corpos não param de soar.

Nos últimos três dias, o crematório de Seemapuri, no nordeste da cidade, organizou mais de 100 funerais por dia e está ficando sem espaço. 

"Estamos tendo que realizar cremações em terrenos e em todos os lugares onde pudemos encontrar espaço, mas os corpos não param de chegar", disse o coordenador Jitender Singh Shanty, vestindo um traje de proteção azul e um turbante amarelo.

"Tivemos que pedir às autoridades autorização para estender as instalações até o estacionamento", acrescenta. 

De acordo com Jitender Singh Shanty, seu crematório cremou cerca de 600 corpos desde o início do mês, e as famílias esperam horas antes de realizar os ritos mortuários finais.

"Se a situação não melhorar", acrescenta, "podemos ter que proceder à cremação na estrada, pois não temos mais espaço".

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