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Quênia luta contra 'praga de gafanhotos' que devoram plantações

Os insetos atinge países da África Oriental desde 2019 e aumentou nos últimos meses com um intenso período de chuvas

sexta-feira, 19/02/2021, 16:22 - Atualizado em 19/02/2021, 16:22 - Autor: Com informações R7


Imagem ilustrativa da notícia Quênia luta contra 'praga de gafanhotos' que devoram plantações
| Reprodução

O Quênia anunciou essa semana que ainda está sofrendo com uma gigantesca população de gafanhotos que está devorando suas lavouras desde 2019. A destruição de fazendas produtoras de alimentos pelos insetos atinge também países vizinhos como a Etiópia e a Somália.

De acordo com a imprensa local, milhões e até bilhões de gafanhotos percorrem cerca de 150 quilômetros por dia se alimentando de tudo o que encontram pela frente, principalmente plantações de milho e trigo. Na aldeia de Meru, onde é cultivado milho e feijão em quase cinco hectares, está cheia de gafanhotos famintos.

Cada gafanhoto come em material vegetal o equivalente ao próprio peso. Além disso, um período de chuva que contou com um volume de água acima da média favoreceu a reprodução e aumentou muito a população desses insetos.

“Alguns países como o Quênia não viam nada parecido há 70 anos e inicialmente reagiram sem coordenação e com falta de pesticidas e aviões para pulverizá-los”, explica Cyril Ferrand, especialista da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo Cyril Ferrand, a invasão dos insetos afetou a dieta alimentar de cerca de 2,5 milhões de pessoas em 2020 e deve afetar 3,5 milhões em 2021, em toda a região.

No Quênia, a FAO usa um software para localizar as nuvens de gafanhotos. Uma linha direta também foi criada para receber ligações dos chefes das aldeias ou de 3 mil pessoas treinadas na área. As operações se concentraram em uma “primeira linha de defesa” em áreas de fronteira com a Etiópia e a Somália, para desmantelar enxames maciços antes que cheguem às fazendas quenianas.

Porém, é impossível realizar tais operações no centro e no sul da Somália devido à presença dos radicais islâmicos Al Shabab.

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