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Peixe pode ajudar a regenerar coração humano, diz estudo

As proteínas encontradas no peixe são capazes de regenerar do tecido do órgão após sequelas de um ataque cardíaco

terça-feira, 29/09/2020, 18:13 - Atualizado em 29/09/2020, 18:13 - Autor: Com informações Socientífica.com


| Reprodução

A maneira de como alguns peixes podem regenerar seu coração está sendo estudado por cientistas europeu. Eles querem aplicar o mesmo processo biológico ao coração humano. De acordo com os especialistas, o órgão perde sua capacidade de funcionamento depois de um ataque cardíaco e encontrar maneiras de reverter esta situação poderia salvar milhões de vida em todo o mundo. Para isto, as análises estão sendo propostas com base no organismo do peixe Astyanax Mexicanus, conhecido também como peixe caverna.


Segundo o estudo, a espécie é de água doce, mas assume duas formas diferentes, sendo que o primeiro peixe possui aparência comum e é encontrado em rios e riachos do México e do Texas. No entanto, o segundo tipo, que pode ser encontrado em poços formados nas profundezas de cavernas, é cego e apresenta cor branca com tons de rosa. Com a evolução da espécie, este peixe também ganhou papilas gustativas e linhas de detecção de vibração mais sensíveis.

Outros estudos mostraram que, durante sua evolução, o peixe caverna se adaptou ao ambiente que vive e às condições escuras do local. Já seu metabolismo diminuiu em comparação com outros peixes, o que significa que ele pode viver mais, mesmo com a escassez de alimentos.


No entanto, o aspecto mais importante sobre o peixe caverna é sua incapacidade de regenerar o tecido cardíaco danificado, quando o tipo mais comum da espécie consegue realizar o feito. Segundo o estudo, se for possível entender porque algumas espécies podem reparar este tecido e outras não, grande pode ser o passo em direção à cura humana.

"Nosso projeto pode fornecer pistas importantes sobre porque outros animais perderam a capacidade de regenerar o coração durante a evolução. Se entendermos o mecanismo, isso pode nos ajudar a desenvolver novas maneiras de promover o reparo do coração humano", explica Gennaro Ruggiero, biólogo molecular da Universidade de Oxford que participou do estudo.

Novas células cardíacas

Os cientistas envolvidos no projeto já descobriram que os dois tipos da espécie produzem novas células cardíacas muito parecidas com as existentes antes de uma lesão no coração humano. Mas na espécie menos comum do vertebrado aquático, esta capacidade coincide com uma forte cicatriz e resposta imunológica e este comportamento pode interferir na produção de novas células cardíacas, o que está sendo investigado pela equipe.

Os cientistas garantem que, estudar o peixe também pode trazer luz sobre como a saúde de ancestrais pode influenciar no futuro. Os cientistas descobriram que alguns descendentes da espécie podem reparar corações e, ao comparar mapas genéticos, pode ser possível identificar quais genes e proteínas são mais importantes na capacidade de regeneração do tecido cardíaco.

“Queremos encontrar compostos que sejam capazes de induzir diferenças nas proteínas da matriz extracelular, especialmente aquelas que aumentam a regeneração, não a cicatriz", disse Ruggiero. 


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