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Radiotelescópio não encontra sinal de vida extraterrestre 

Nada foi detectado em uma região com mais de milhões de astros

quinta-feira, 10/09/2020, 19:55 - Atualizado em 10/09/2020, 20:26 - Autor: Com informações do Correio Braziliense


Algumas das antenas do radiotelescópio MWA, na Austrália
Algumas das antenas do radiotelescópio MWA, na Austrália | John Goldsmith/Divulgação)

Não foi dessa vez que o ser humano conseguiu descobrir vida extraterrestre ou, se preferirem, alienígena. A mais recente empreitada de astrofísicos e outros cientista consistiu em instalar um poderoso radiotelescópio, chamado Murchison Widefield Array (MWA), com 4.096 antenas, localizado na cidade de Murchisin, na Austrália, não detectou absolutamente nenhum sinal de vida ao redor da constelação Vela, uma região com mais de 10 milhões de astros, muito pouco se comparado com o infinito do universo.

A busca já é considerada a mais profunda e abrangente de baixas frequências da história da civilização. O estudo foi publicado na última segunda-feira (7) na revista da Sociedade Australiana de Astronomia.

A astrofísica e coautora da pesquisa Chenoa Tremblay, astrônoma do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), órgão destinado à pesquisa científica na Austrália, explica que o MWA estava buscando tecnoassinaturas — sinais de rádio vindos de fora da Terra — com frequências parecidas às radiofrequências FM, que poderiam vir a ter origens alienígenas.

Junta com outros cientistas, Trembley analisou com uma visão incrivelmente ampla cada detalhe ao redor da constelação. A busca consistia em emitir sinais através das ondas FM e esperar obter uma reação que pudesse indicar existência de vida fora do planeta.

"Imagine um alarme de um carro, daqueles quando você deixa as luzes acesas. Há uma série de sons de 'ping' contínuos e igualmente espaçados. A pesquisa procura por um ‘ping’ repetido que pode escapar do ruído de um planeta ou um sinal construído para esse fim", explica a astrofísica.

Para o professor Steven Tingay, do Curtin University node of the International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR), e também coautor do estudo, apesar da abrangência da área analisada, o resultado não surpreende. “Embora este seja um estudo muito grande, a quantidade de espaço que observamos é o equivalente a tentar encontrar alguma coisa nos oceanos da Terra, mas procurar em um volume de água equivalente a uma piscina no quintal de casa”, compara.

A pesquisa, no entanto, conseguiu captar sons de mais de 10,3 milhões de fontes estelares e de seis exoplanetas previamente descobertos, embora provavelmente muitos mais existam na região.

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