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ESTUDO

Covid-19: anticorpo "super potente" apresenta bons resultados

sexta-feira, 19/06/2020, 15:12 - Atualizado em 19/06/2020, 15:12 - Autor: Com informações Exame


As injeções desse anticorpo em pessoas no início dos sintomas do vírus podem reduzir os riscos de ele avançar para algo mais grave
As injeções desse anticorpo em pessoas no início dos sintomas do vírus podem reduzir os riscos de ele avançar para algo mais grave | Reprodução

Enquanto a vacina contra a Covid-19 não fica pronta, os cientistas e pesquisadores ao redor do mundo vêm tentando encontrar alguma forma de, pelo menos, minimizar os efeitos do vírus nos seres humanos. Além de alguns medicamentos testados, outra forma de prevenção são os anticorpos.

Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Scripps, nos Estados Unidos, encontrou um anticorpo "super potente" que pode funcionar contra o coronavírus em testes com animais e culturas de células humanas. As injeções desse anticorpo em pessoas no início dos sintomas do vírus podem reduzir os riscos de ele avançar para algo mais grave

Para chegar a esse resultado, os médicos da Califórnia em San Diego, também nos EUA, colheram amostras sanguíneas de pacientes que haviam se recuperado de casos médios e graves do SARS-CoV-2, enquanto os pesquisadores na Scripps desenvolveram células que imitavam os receptores usados pela doença para chegar nas células humanas.

Com isso, os cientistas conseguiram isolar mais de mil células imunes que produzem anticorpos, sendo que cada uma produzia um tipo diferente de anticorpo contra o novo coronavírus. Então começaram os testes em ratos e provaram que o bloqueio foi eficiente para evitar que os animais contraíssem a doença novamente.

De acordo com os pesquisadores, tudo isso foi descoberto em menos de sete semanas. Eles também descobriram que um dos anticorpos é capaz de neutralizar, inclusive, a SARS-CoV, que causou um surto entre os anos de 2002 e 2004 na Ásia.

Os anticorpos são uma boa opção para neutralizar a habilidade do vírus de infectar as células do corpo humano. Depois de identificados, podem ser produzidos em massa, uma abordagem que já foi adotada com sucesso em outros casos, como para tratar o vírus do Ebola.

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