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13 ANOS DEPOIS

Caso Madeleine McCann: prisioneiro que viajava em van vira suspeito

quarta-feira, 03/06/2020, 22:30 - Atualizado em 03/06/2020, 22:37 - Autor: Com informações de UOL


| Reprodução

Após 13 anos de investigação, a Polícia Metropolitana inglesa acredita que um prisioneiro alemão de 43 anos, que viajava em uma van por Portugal, é o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, em maio de 2007.

Segundo as autoridades, o homem estaria na área onde a menina britânica foi vista pela última vez, na região de Algarve. A investigação agora procura informações sobre a van e outro veículo suspeito, um Jaguar.

De acordo com a polícia, o suspeito transferiu a van para o nome de outra pessoa no dia seguinte ao desaparecimento da criança, que tinha 3 anos na época. "Alguém lá fora sabe muito mais do que está revelando", disse o líder da investigação, Mark Cranwell.

O caso continua sendo tratado como "desaparecimento", pois não há provas definitivas de que a menina foi assassinada. Porém, investigadores alemães do Departamento Federal de Polícia Criminal consideram o caso como "inquérito de assassinato".

As autoridades alemães assumiram a liderança neste aspecto do caso, porque o suspeito alemão estava sob custódia em seu país, informou a Scotland Yard. Segundo os detetives, o homem (que não foi identificado) estava preso por um "assunto não relacionado" e tinha "condenações anteriores", mas não forneceu mais detalhes.

Segundo Cranwell, o suspeito, que tinha 30 anos na época, frequentou a região de Algarve entre 1995 e 2007. Ele passou diversos dias dentro da van em um estilo de vida descrito como "transitório" pelas autoridades.

O suspeito estava na área da Praia da Luz, onde a família de Madeleine estava hospedada quando a criança desapareceu. O alemão recebeu um telefonema que durou cerca de uma hora, das 19h22 às 20h20.

Van usada pelo suspeito no dia do desaparecimento da menina
Van usada pelo suspeito no dia do desaparecimento da menina Reprodução
 


Detalhes do número de telefone do suspeito e do número que ele discou foram divulgados pela polícia, que disse que qualquer informação pode ser "crítica" ao inquérito. 

As autoridades também pedem que a pessoa que falou com o alemão se apresente, já que pode ser uma testemunha essencial para a investigação.

"Algumas pessoas conhecerão o homem que estamos descrevendo hoje ... você pode estar ciente de algumas das coisas que ele fez", disse Cranwell. "Ele pode ter falado algo sobre o desaparecimento de Madeleine. Mais de 13 anos se passaram e suas lealdades podem ter mudado. Agora é hora de avançar", disse o investigador.

Mais de 600 pessoas foram investigadas pelos detetives na operação. Após um apelo das autoridades, em 2017, novas informações "significativas" foram fornecidas.

Relembre o caso

Madeleine McCann desapareceu no dia 3 de maio de 2007, dez dias antes de completar 4 anos, durante uma viagem de férias à Praia da Luz, na região de Algarve, Portugal. Ela estava com seus dois irmãos gêmeos, Sean e Amelie, então com dois anos, no quarto de hotel.

Os pais, Kate e Gerry McCann, saíram para jantar e deixaram os filhos no apartamento, na noite do desaparecimento. Eles foram a um restaurante próximo e, quando voltaram, a menina tinha sumido sem deixar rastros.

A família sempre suspeitou de rapto e um britânico-português que morava próximo ao estabelecimento chegou a ser suspeito. A polícia também achava que a menina poderia ter sido morta pelos pais, que teriam ocultado o corpo.

Mais de uma década após o sumiço, o caso continuou sendo um mistério. Madeleine foi "vista" cerca de 9 mil vezes e em mais de cem países, segundo as investigações. Na Itália, a criança chegou a ser confundida com uma sem-teto, mas todas as pistas eram falsas.

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