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INVESTIGAÇÃO

Greenpeace entra para a lista de organizações terroristas pelas autoridades britânicas

quarta-feira, 26/02/2020, 14:59 - Atualizado em 26/02/2020, 14:59 - Autor: Com informações Executive Digest.com


| Reprodução

As autoridades britânicas incluíram a organização não-governamental Greenpeace e a associação de defesa dos animais PETA numa lista de organizações terroristas, a que o jornal “The Guardian” teve acesso. De acordo com o jornal, um guia da unidade de contraterrorismo da polícia britânica inclui a associação ambientalista Greenpeace como uma organização extremista, ao lado de grupos e símbolos de extrema-direita e de supremacia branca.

O documento, revelado esta sexta-feira pelo jornal, faz parte do treino destinado a médicos e professores no âmbito da estratégia “Prevent”, elaborada para que possíveis autores de terrorismo sejam identificados e travados.

Outras organizações incluídas na lista são a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) e a Extinction Rebellion (XR), que apela à desobediência civil e à resistência não-violenta com fins ambientalistas. A inclusão do XR já tinha sido noticiada na semana passada pelo “Guardian”; em resposta, a polícia britânica admitiu que se tratava de um “erro”.

O guia apela a que qualquer atividade suspeita relacionada com os grupos seja comunicada através de um portal na Internet pertencente à unidade de contraterrorismo, que usa o slogan “A ação combate o terrorismo” (“Action counters terrorism”).

Em resposta ao “Guardian”, a polícia sublinha que o guia pretende apenas aumentar a capacidade de identificação de símbolos e nota que há uma referência em que se explicita que “nem todos os signos e símbolos incluídos no documento têm interesse para o contraterrorismo”.

No entanto, o aviso apenas surge numa página em específico, junto a um conjunto de símbolos históricos de supremacistas brancos.

“Juntar ativistas ambientais e organizações terroristas no mesmo saco não vai ajudar a combater o terrorismo. Apenas vai manchar a reputação dos polícias dedicados. Como é que podemos ensinar às crianças a devastação causada pela urgência climática ao mesmo tempo que damos a entender que quem a tenta travar é extremista?”, pergunta o diretor executivo do Greenpeace no Reino Unido, John Sauven.

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