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Furacão Dorian atinge as Bahamas e pode chegar aos Estados Unidos

segunda-feira, 02/09/2019, 07:15 - Atualizado em 02/09/2019, 07:59 - Autor: FOLHAPRESS


Com ventos próximos a 300 km/h, o fenômeno deixou rastros de destruição no Caribe
Com ventos próximos a 300 km/h, o fenômeno deixou rastros de destruição no Caribe | Reprodução/NASA

O furacão Dorian, de categoria 5, atingiu as Bahamas no domingo (1º) e pode rumar em seguida para os Estados Unidos. Com ventos de 295 km/h, trata-se do segundo maior fenômeno do tipo na história do Atlântico.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), Dorian tocou a terra em Elbow Cay, que faz parte das ilhas Ábaco, nas Bahamas, às 16h40 (13h40 no horário de Brasília).

Moradores da região postaram vídeos nas redes sociais mostrando as inundações causadas pelo fenômeno. A altura da água chegava à metade de algumas casas, que tiveram partes dos telhados arrancadas. A ilha foi tomada por entulho.

As residências são projetadas para suportar ventos de ao menos 241 km/h.

A expectativa era que os efeitos diretos do furacão durassem quatro horas, com até 76 cm de chuva.

O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, disse que uma "tempestade monstruosa e mortal" estava atingindo o arquipélago.

"Isso vai nos testar de uma maneira que nunca fomos testados antes", afirmou. Segundo Minnis, 73 mil pessoas e 21 mil casas correm risco.

Segundo o NHC, o Dorian tinha se tornado o "furacão mais violento da história moderna no noroeste das Bahamas". Seu diretor, Jen Graham, garantiu que se trata de "uma situação extremamente perigosa".

Em termos de velocidade dos ventos, Dorian empata como o segundo maior fenômeno do tipo na história do Atlântico com os furacões Gilbert (1988), Wilma (2005) e o do Dia do Trabalho (1935). O furacão Allen, de 1980, com ventos de 306 km/h, ocupa a primeira posição.

Depois das Bahamas, ele pode se aproximar da costa leste da Flórida entre a noite de segunda (2) e terça, mas é difícil prever a intensidade com que chegará ao estado americano.

Mesmo com intensidade menor, os efeitos podem incluir chuvas e ventos fortes, com potencial de destruição. De acordo com o NHC, ainda existe a possibilidade de o furacão tocar a terra região.

"Ele está se deslocando e é muito difícil de prever", afirmou o presidente Donald Trump no sábado, ao indicar que os estados da Geórgia, da Carolina do Sul e da Carolina do Norte também poderiam estar na trajetória.

"Inicialmente, iria atingir diretamente a Flórida", mas agora parece se dirigir para a Geórgia e a Carolina do Sul, disse o mandatário, acrescentando que o trajeto do fenômeno pode mudar novamente. Trump cancelou a viagem que faria à Polônia no fim de semana para monitorar a situação.

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, declarou emergência na região. "A força e a imprevisibilidade da tempestade nos obriga a estar preparados para todos os cenários", disse.

O estado de emergência já havia sido declarado na Flórida e em vários condados da Geórgia. A medida permite uma mobilização maior dos serviços públicos estaduais e, em caso de necessidade, auxílio federal.

Uma evacuação foi ordenada nas regiões costeiras de Palm Beach e no condado de Martin, na Flórida.

Moradores desses estados encheram sacos de areia para servirem de barreiras de proteção, e autoridades fizeram exercícios de preparação.

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