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Cheia dos rios desabriga famílias em Marabá

Nesta quinta-feira (24), o Tocantins chegou à marca de 9,24 metros acima do nível normal

quinta-feira, 25/02/2021, 18:16 - Atualizado em 25/02/2021, 18:16 - Autor: Alessandra Gonçalves/Marabá


| Alessandra Gonçalves/Marabá

Mais de 10 famílias já tiveram que deixar suas casas na Vila Canaã, na Marabá Pioneira, para escapar das cheias dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Nesta quinta-feira (24), o Tocantins chegou à marca de 9,24 metros acima do nível normal. Apesar de ter invadido muitas casas, a água ainda não atingiu os 10 metros, quando os abrigos são construídos e aproximadamente 300 famílias são atingidas pela água.

O pescador Iudekson Rocha da Silva mora na Vila Canaã, às margens do rio Itacaiúnas e afirma que já tem muitas famílias no meio da rua e não tem para onde ir. “A prefeitura diz que vai alugar um galpão e até hoje nunca alugou para botar nós e está aquela confusão”, desabafou.

O morador reclama também que a Defesa Civil só vai ajudá-los quando o rio atingir a cota de 10 metros. “Mais de 10 casas alagadas e até agora a Defesa Civil nunca se prontificou. Eles dizem que só pode se prontificar quando atingir os 10 metros, mas aqui eles sabem que a pessoa mora no baixão”.

Há 22 anos morando no Bairro Santa Rosa, na Marabá Pioneira, Manoel Filho afirma que a água ainda não chegou na casa dele, mas como o rio está subindo muito nas últimas horas, ele já retirou os móveis e eletrodomésticos do local. “O rio está subindo muito rápido, muito rápido mesmo, hoje eu fui na beira do rio, e me preocupei muito”.

A dona de casa Elizabethe Lopes da Silva também pede para que sejam assistidos antes que a água chegue as residências, pois a situação fica mais difícil. “Seria bom que eles fizessem logo o nosso abrigo na beira da orla, porque nós somos pescadores, nós não podemos estar para acolá.  A gente tem que olhar os barcos”.   

ABRIGOS

Mais de 20 famílias já se encontram em um galpão da Obra Kolping, na Avenida Manaus, no Bairro Belo Horizonte, que está servindo como abrigo. Outros locais estão sendo providenciados pela Prefeitura do município.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Marabá, Jairo Milhomem, o órgão está com os locais para atender essas famílias, mas os abrigos ainda não estão prontos, apenas o da Obra Kolping está em atividade. “Nós tivemos reuniões com todas as secretarias individualmente, com o Exército Brasileiro, com o Corpo de Bombeiro e nós já temos praticamente uns oito locais, para montar esses abrigos”, disse.

Em 2020, em razão das cheias dos rios Tocantins e Itacaiúnas, mais de 1.200 famílias ficaram desabrigadas e mais de três mil desalojadas. Dezesseis abrigos foram montados em todos os bairros da cidade. Por conta da situação na época, a Prefeitura decretou situação de emergência.

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