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Notícias / Marabá

HUMANIZAÇÃO

Encontro de irmãos emociona usuários e profissionais do Regional de Marabá

sexta-feira, 06/09/2019, 15:49 - Atualizado em 06/09/2019, 16:53 - Autor: Com informações da Agência Pará


| Divulgação/HRSP

Foi uma longa espera até chegar o dia em que Igor, de cinco anos, conhecesse o irmão Pedro, que nasceu de 37 semanas no Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. Ainda sem previsão de alta do bebê, a unidade facilitou o encontro dos irmãos, tornando ainda mais humanizado o acolhimento dos familiares.

Ao primeiro som da voz de Igor, o caçula reagiu como se estivesse procurando o irmão que costumava conversar com ele durante a gravidez. A cena emocionou as pessoas que estavam próximas ao leito de Pedro na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Regional.

"O Igor estava muito ansioso para visitar o irmão, mas tínhamos a expectativa de que o Pedro recebesse logo alta. Porém, os médicos disseram que ainda não era o momento. Foi quando a equipe se mobilizou para que eles se conhecessem. O Igor não entende muito o fato de que não pode estar o tempo todo aqui no Hospital, cuidando do irmão, mas uma coisa que o deixou bem tranquilo é que ele viu que é grande e dedicada a equipe que cuida do Pedro", afirmou a mãe do paciente, Taynara Marinho.

Em geral, familiares menores de 12 anos não têm acesso à UTI devido à baixa imunidade, a fim de preservar a saúde do visitante. No entanto, exceções podem ocorrer para fortalecer o vínculo familiar e reduzir a ansiedade de quem está em casa à espera do paciente, como foi o caso dos irmãos Pedro e Igor, obedecendo à Política Nacional de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). No Hospital Regional de Marabá, esse processo é conduzido pelas equipes do Serviço Psicossocial e da Enfermagem que avaliam fatores clínicos do paciente e o estado emocional do visitante.

A assistente social Valdejane Barros foi quem acompanhou Igor antes e depois da visita na UTI Pediátrica. "Foi um momento único para aquela família, devido à complexidade do quadro clínico da criança internada. Então, fiz um atendimento social a fim de prepará-lo emocionalmente para aquele momento, pelo fato de ser tão pequeno, não entender a realidade com a qual ia se deparar, como máquinas, macas, barulhos e outras crianças doentes. De forma lúdica expliquei sobre a importância da higiene das mãos e o uso de equipamentos como capote e máscara, pois este é um ambiente diferenciado e que possui regras para garantir a segurança do paciente", explicou a colaboradora.

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