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Gastronomia

Talento dos chefs a favor da gastronomia

domingo, 26/02/2017, 09:14 - Atualizado em 20/03/2017, 16:22 - Autor:


Eles são paraenses, mas cada um tem uma história e trajetória diferente. Ronaldo começou na cozinha por acaso, enquanto Thiago cresceu em uma peixaria e Ângela foi criada na mistura entre a culinária mineira e a italiana. Hoje, eles têm um ponto em comum: são os 3 chefs que melhor representam a alta gastronomia do Estado. Com pratos originais e saborosos, eles se consagraram como os 3 finalistas da categoria “Chefs” e disputam a Estrela Azul do prêmio “O Melhor da Gastronomia”.


 


RONALDO BARROS


Ronaldo nunca imaginou que ia parar na cozinha, muito menos que seria um dos chefs mais reconhecidos do Estado. Há 17 anos, estava desempregado e abraçou uma oportunidade de trabalhar em restaurante, lavando louças. Pouco a pouco, foi se aproximando da cozinha e aprendeu habilidades do chef da casa. Quando surgiu a chance de trabalhar de vez no cargo, não pensou duas vezes. Com o tempo, acabou assumindo o posto e se tornou chef residente. “Passei a apreciar o trabalho na cozinha e comecei a me aperfeiçoar no assunto, fazendo cursos, estudando e criando meus próprios pratos”, conta Ronaldo. Ele fez cursos em São Paulo e passou por novas experiências em locais diferentes. Hoje, é o chef do La Madre, restaurante que mistura comida italiana com o regional. “Gosto muito de trabalhar com frutos do mar e dar um toque regional, usando frutos e temperos da região”, acrescenta. Sua mais recente criação é o Ravióli de açaí com camarão seco (foto), uma versão paraense da tradicional massa de ravióli, que é leve e macia,  recheada de produtos também da terra, como muçarela de búfala e camarão.


Restaurante: La Madre - Tv. Rui Barbosa, 1440, bairro de Nazaré


Funcionamento: de terça-feira a quinta-feira, das 19h até meia-noite, e de sexta-feira a domingo, das 12h às 15h30 e das 19h às 01h.


Tel.: (91) 3242-8188


 


ÂNGELA SICILIA


Com pai italiano e mãe mineira, a boa culinária já veio no sangue de Ângela. Os progenitores Giuseppe Sicilia e Jussara Rezende abriram o primeiro restaurante em 1970, na cidade de Ribeirão Preto (SP). Em Belém, o 1º estabelecimento foi o La Bella Sicilia, em 1973, localizado na Travessa Benjamin Constant. Já o Famiglia Sicilia, na avenida Conselheiro Furtado, foi inaugurado há 27 anos. Há 22 anos, quem administra é Ângela e o irmão, o também chef Fábio Sicilia. Com todo esse histórico, Ângela aprendeu a cozinhar bem cedo. “Eu já nasci dentro de um restaurante”, brinca. Aos 8 anos, a pequena já cozinhava em casa. A chef fez curso no Le Cordon Bleu (em Paris), no Peru, e alguns estágios na Itália e no Peru. Mas há 6 anos ela está fixa na cozinha do Famiglia Sicilia como chef principal. Seus pratos mantêm estilo ítalo-amazônico. “Gosto muito de trabalhar com tucupi e fazer fusão da cozinha italiana e ingredientes amazônicos”, diz. Uma das receitas que mais aprecia fazer é o Spaguetti à moda da casa (foto) um prato italianíssimo, como ela própria chama. É composto com carne moída, manjericão e molho de tomate. “É saborosíssimo e muito bonito”, declara. Ângela é também chef federada à Federazione Italiana Cuochi (FIC).


Restaurante: Famiglia Sicilia - Av. Conselheiro Furtado, bairro de Batista Campos


Funcionamento: De segunda-feira a sábado, das 18h às 23h.

Aos domingos, das 12h às 14h


Tel.: (91) 4008-0001


 


THIAGO CASTANHO


A tradição na cozinha vem de casa. Seu pai, Francisco Castanho, conhecido como Chicão, é de Santarém, na região do Tapajós. Quando veio a Belém, sentiu falta do preparo do peixe como encontrava na terra de origem: o peixe na brasa. Por isso, abriu o Remanso do Peixe, restaurante especializado no prato. Thiago, na época, era criança e começou a seguir os passos do pai. “Criou-se uma relação tão próxima que não consigo me ver longe da cozinha”, declara Thiago. Em 2003, fez curso de gastronomia em São Paulo. No meio do curso, fez estágio em Portugal. Em 2007, retorna a Belém e coloca em prática o que aprendeu fora no Remanso do Peixe. Ele fez mudanças sutis para não alterar o formato tradicional do espaço. Ao mesmo tempo, treinava suas criações e quando se sentiu maduro o suficiente, inaugurou seu próprio restaurante, o Remanso do Bosque, em 2011, junto com o irmão, Felipe. A proposta é ter vários ambientes em um só: peixaria, cozinha contemporânea, mercearia e, em breve, até mesmo um bar. Mas sua paixão mesmo continua sendo o peixe. “Busco como referência a abundância de pescados no Estado e gosto de trabalhar com o fogo de carvão, fogo vivo mesmo, que é a marca do Remanso do Bosque”, conta. Seu prato mais famoso é o filhote na brasa (foto), que mostra como um prato simples consegue ser a identidade de um restaurante. É guarnecido de salada de feijão manteiguinha com macaxeira. Uma delícia que é a cara do Pará.


Restaurante: Remanso do Bosque - Avenida 25 de Setembro, esquina com a travessa Perebebui, 2350, bairro do Marco


Funcionamento: De terça-feira a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 22h30.


Aos domingos, das 12h às 15h.


Tel.: (91) 3347-2829


 


O MELHOR DA GASTRONOMIA


 O Passaporte Belém - O Melhor da Gastronomia foi elaborado a partir da indicação de 16 personalidades da capital paraense, que montaram um ranking gastronômico, no qual cada jurado indicou seus favoritos em 23 categorias, como hamburgueria, italiano, peixaria, japonês, açaí, entre outras. A ser lançado no dia 14 de março, em grande evento, o guia de bolso “Passaporte Belém, O Melhor da Gastronomia” trará informações de todos os mais de 100 estabelecimentos indicados pelo corpo de jurados. O grande destaque será para o campeão de cada categoria, que será premiado com a Estrela Azul, troféu do projeto e símbolo da qualidade da comida e do serviço dos estabelecimentos de Belém.


(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

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