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Food truck: estacionamento só para comilança

sábado, 14/01/2017, 10:57 - Atualizado em 20/03/2017, 18:07 - Autor:


Em uma noite qualquer, uma breve passada pelo largo do redondo na Avenida Nazaré será capaz de abrir seu apetite. Ali, se concentram atualmente alguns dos food trucks que costumavam circular pelas ruas de Belém – a ideia original de a lanchonete ser em um carro. “A ideia é se movimentar pela capital, mas devido a questões burocráticas, acabamos ficando fixos em um só lugar. Temos um público bem fiel, mas também utilizamos estratégias de comunicação, principalmente nas redes sociais. Sempre gostamos de ouvir o feed back do cliente”, diz Wodson de Aviz Chaves, o proprietário do food-truck Pai D’Égua.


Os “estacionamentos” de food trucks estão se tornando cada vez mais populares na cidade e foram uma opção também para Thiago Soares, 24 anos, e seu beer truck – uma espécie de bar sobre rodas, dedicado apenas à venda de cervejas. O engenheiro de produção conta que no início rodava muito por shows e jogos de futebol para apresentar os chopps, mas agora integra o FoodPark, localizado na Travessa Jerônimo Pimentel. A ideia da beer truck surgiu logo após a formatura. Quando ele percebeu que as vagas eram escassas no mercado de trabalho decidiu usar o dinheiro da festa para comprar uma Kombi. Thiago diz que o investimento foi pequeno, mas que queria muito iniciar o negócio.


 “Vi que todos mexiam com comida, hambúrguer, e quase não tinha para a venda de bebidas. No meio do processo descobri que tinha um que era o pioneiro, mas continuei com meu projeto, que é apresentar um cardápio de chopp. Por se tratar de uma Kombi o espaço é limitado, mas ideal para o que eu preciso. Conseguimos expandimos nossos rótulos, chopps artesanais e o nosso chopp Alma Negra, produzido em parceria com uma fábrica de Goiânia”, explica Thiago.


Outro que optou por um ponto fixo ao invés de rodar por aí com seu food truck foi o analista de sistemas Diego Holanda. Ele também decidiu seguir no rumo das bebidas e montou o Clube da Cevada, que pode ser encontrado frequentemente no mesmo endereço na Jerônimo Pimentel. O carro oferece rótulos artesanais e um cardápio variado – principalmente de linguiças. Diego, que adquiriu o carro após perder o emprego na área da saúde, diz que a mudança radical tem proporcionado boas experiências, já que ele gosta de cozinhar e também sentia vontade de empreender. E se depender dele, o freio de mão deve baixar em breve. “Em julho queremos ir para Salinas, junto com outros carros. Pretendo também sair pela cidade, mas como ainda estou no início, estamos avaliando. Pretendo sair, a intenção é levar essa estação para outros bairros”, diz.


Wodson  de Aviz Chaves e sua esposa  estavam querendo montar um negócio. Pensaram em vários empreendimentos: academia, lava jato, restaurante. Até que surgiu a ideia do food truck- o nome em inglês para o que conhecemos como os tradicionais lanches de carrinho. Só que a proposta é agregar  produtos diferenciados e um cardápio menos usual que o x-burguer das esquinas. E até São Paulo o casal foi para buscar modelos. Chegando em Belém, resolveram comprar a carrocinha e arriscar.


“Quando voltamos fizemos o projeto e compramos a carrocinha. Nunca tínhamos trabalhado com comida, então encontramos um pouco de dificuldade nesse início. Não sabíamos os preços das coisas, para onde ir, mas tudo isso fomos aprendendo com o tempo”, relembra Wodson, que inaugurou  o food truck Pai D’Égua  em 2015 com um carro pequeno de 1,2 metros de largura e 1,8 metros de comprimento. Por canto desse limite de espaço, o trabalho era bastante apertado e no final do ano passado conseguiram mudar para um carro maior de 1,8 por 4 metros. No cardápio, hambúrguer artesanal.


“Escolhemos esse modelo de venda de alimentos por ser uma tendência que está crescendo cada vez mais. Belém é uma cidade que ainda é carente deste tipo de comida e negócio. Muitas vezes o cliente ainda não sabe o que é um hambúrguer artesanal.Não tem noção do trabalho e da burocracia que esse tipo de negócio dá. A principal diferença para lanches de ruaé a higienização. Todo o processo de preparo dos nossos produtos é bastante rigoroso”, comenta.


(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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