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Agrotóxicos, cloro e inflamáveis são encontrados em fraldas descartáveis

segunda-feira, 25/02/2019, 11:32 - Atualizado em 25/02/2019, 12:34 - Autor:


Um estudo francês, divulgado no mês passado, revelou dados preocupantes sobre a qualidade das fraldas descartáveis para bebês vendidas no país. O relatório aponta a presença de diversas substâncias tóxicas presentes no acessório.


O problema é tão grave que a Agência Nacional de Segurança Sanitária de Alimentação, do Meio Ambiente e do Trabalho (Anses), da França, emitiu um parecer confirmando o fato.


Entre as substâncias encontradas estava o glifosato, um agrotóxico apontado como causador de câncer quando tem seu uso contínuo na agricultura. O relatório ainda revelou que em muitos casos há uma concentração acima do recomendado de outras substâncias nas fraldas.


Segundo o jornal francês Le Monde, o estudo identificou cerca de 60 elementos tóxicos nas fraldas descartáveis. Entre as substâncias há perfumes, acrescentados intencionalmente, algo que a agência não recomenda. Além disso, há substâncias como o PCB-DL que é um derivado do cloro, furanos que são inflamáveis e tóxicos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Este último pode causar uma combustão se for exposto as altas temperaturas.


A agência identificou a substância em 23 marcas de fraldas descartáveis da França entre 2016 e 2018. O relatório não cita nenhuma marca especificamente. O texto explica que, na presença de urina, os químicos “entram em contato direto e prolongado com a pele dos bebês”.


Diante dos riscos dos elementos químicos, a Anses recomenda aos fabricantes “reduzir ou eliminar ao máximo a presença” deles nas fraldas descartáveis, além de pedir mais fiscalização dos produtos disponíveis no mercado. A agência também solicita uma regulamentação mais rígida quanto ao uso dessas substâncias perigosas à saúde.


O estudo é resultado de um pedido conjunto feito por distintos organismos de saúde, consumo, mercado, repressão de fraudes e prevenção de riscos, depois de um alerta preliminar publicado por uma organização de defesa dos consumidores, em 2017.


(Com informações do site O Sul)

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