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Viver no 'efeito sanfona' é um perigo para a saúde, alerta especialista

quarta-feira, 07/11/2018, 13:42 - Atualizado em 07/11/2018, 14:07 - Autor:


A pressa para emagrecer faz com que muitas pessoas busquem métodos que nem sempre podem ser a melhor opção, como dietas restritivas, sejam elas com baixos teores de gordura ou carboidrato, diminuição ou isenção de açúcar, jejum intermitente, entre outras. Acredite, essa não é a melhor solução! Estes métodos extremistas não fazem bem à saúde e, como consequência, podem produzir o famoso "efeito sanfona".


De acordo com Marcela Tardioli, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), "restringir a dieta a um só tipo ou grupo de alimentos pode até levar à perda rápida de peso no primeiro momento, mas, por falta de nutrientes importantes, pode gerar sintomas como fraqueza, mal estar, alterações na pressão e hormonais".


Com essas alterações na alimentação, pode ocorrer o efeito rebote, que ocorre quando o metabolismo entra em "alerta", diminuindo o gasto calórico e estocando energia, afinal, o organismo não sabe quando receberá a próxima refeição. 


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Uma pesquisa publicada no periódico americano "New England Journal of Medicine", em 2017, comprovou que engordar e emagrecer com frequência aumenta o risco de problemas cardiovasculares e de morte prematura, especialmente entre pessoas que já apresentam fatores de risco para doenças do coração, como níveis altos de colesterol.


Ainda segundo o estudo, pessoas que entram no efeito sanfona com flutuação constante com mais de quatro quilos, por exemplo, têm uma incidência 124% maior de ataques do coração quando comparadas com aquela que mantêm o peso estável a vida toda.


Para a especialista, o jeito mais eficaz de não sofrer esta consequência é evitar a perda de massa magra e priorizar a perda de gordura conciliando a atividade física com uma alimentação balanceada, contemplando todos os grupos alimentares, na quantidade certa.


Outra dica está relacionada com a qualidade do sono. "Dormir bem também é fundamental, cerca de 8 horas por noite. Noites mal dormidas podem liberar pouco hormônio leptina – que ajuda a regular a fome e a manter o metabolismo ativo – e, assim, a válvula de escape pode ser buscar combustível nos alimentos", explica Marcela.


(Com informações da Abimapi)

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