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Sentir dor não é normal e funciona como um alerta de doenças

quarta-feira, 26/09/2018, 11:06 - Atualizado em 26/09/2018, 12:31 - Autor:


Sentir dores não é normal e servem como avisos de que algo não está bem no organismo, além de funcionarem como um alerta de doenças.



Segundo o neurologista José Geraldo Speciali, membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as dores são mecanismos de defesa do corpo humano e devem ser tratadas como um alarme e não como um incômodo habitual, frequente, forte e sem causa aparente.


“A dor é considerada crônica quando é contínua e dura mais de três meses”, explica o especialista.


As dores podem ter origem neuropática, causadas por lesões no nervo; ou dores nociceptivas, decorrentes de estímulos nocivos em tecidos do corpo, como, por exemplo, uma tendinite.


O mapa da dor crônica no Brasil, aponta que as três dores mais recorrentes são as que atingem as costas (lombalgia), de cabeça (enxaqueca) e dores relacionadas ao câncer.



“De acordo com um estudo feito recentemente no Canadá, somam-se a elas a dor na nuca e no quadril. As dores crônicas aparecem, de maneira geral, entre as primeiras doenças mais prevalentes na população”, conta o neurologista.
 
Ainda de acordo com o estudo, as dores são mais comuns nas mulheres do que nos homens. Isso porque os hormônios femininos como o estrógeno facilitam a ocorrência de dor. Então, as mulheres são mais cuidadosas com a sua saúde do que os homens e procuram auxílio médico mais precoce e frequentemente.


As doenças crônicas normalmente têm tratamento. “Essas dores, em geral, devem ser tratadas por equipes multidisciplinares, envolvendo médicos, fisioterapeutas e psicólogos, já que não é suficiente receitar apenas uma medicação. É uma dor rebelde, resistente e que causa grande sofrimento”, explica Speciali.



Para o neurologista, além conscientizar a população que ninguém deve sentir dor sem tratamento específico, é importante esclarecer aos demais médicos que essas dores existem.


“Às vezes, o médico não dá muita importância para a dor crônica porque elas não aparecem nos exames, então o objetivo é conscientizá-los de que dor crônica pode existir na ausência de doenças demonstráveis”, ressalta.


(Com informações da assessoria)

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