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Como preparar o bebê para a introdução alimentar? Veja as dicas!

Quinta-Feira, 16/08/2018, 10:39:43 - Atualizado em 16/08/2018, 12:21:21 Ver comentário(s)

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Como preparar o bebê para a introdução alimentar? Veja as dicas! (Foto: Arquivo Pessoal)
Cássia Tatiane Santos Grandidier com o filho Caio e Karla Bentes Cal com o filho Daniel. (Foto: Arquivo Pessoal)

Os seis meses do bebê chegaram e os dentinhos já começaram a dar sinais de que vão começar a surgir. Será que esse é o momento ideal para começar a introdução alimentar?

Segundo o nutricionista Juscélio Araújo, fazer uma introdução alimentar correta é de suma importância para favorecer o bom desenvolvimento do bebê e sua familiaridade com novos alimentos.

“Deve ser iniciada a partir dos 6 meses de vida do bebê. O crescimento dos dentes é um sinal que ele está se preparando para receber alimentos pastosos e maciços. É importante introduzir uma alimentação mais natural e colorida possível, carnes magras, frutas e legumes de todos os tipos, de preferência que sejam separados individualmente, pois isso tornará o paladar do bebê mais seletivo e ele terá boas referências desde cedo”, recomenda.

Nutricionista explica como preparar o bebê para a introdução alimentar. Foto: Arquivo Pessoal

Bebês em desenvolvimento podem encontrar dificuldades ao começar ingerir outros alimentos além do leite materno, por isso, o especialista destaca a importância da família nesse processo.

“Os pais devem estar muito bem informados e se possível estudar os vários métodos existentes de introdução alimentar e testar na prática e, assim determinar qual atende mais as necessidades do bebê, tudo de acordo com a rotina da família, condições financeiras e tempo dedicado a preparar e servir as refeições do bebê”, explica o nutricionista.

Juscélio ressalta que a alimentação deve ser mais “clean” possível, ou seja, comida sem condimentos industrializados, sem adição de sal (ou o mínimo possível), e principalmente sem açúcar.

“Geralmente a partir dos 6 meses ainda pode manter a amamentação se for do querer da mãe, enquanto as refeições vão sendo incluídas aos poucos (as grandes refeições primeiro - almoço no 6º mês, depois almoço e jantar no 7º mês e assim por diante), incluindo uma a cada mês, flexibilizando com lanches intermediários e mais na linha das frutas. Tudo também depende da evolução dentária do bebê que as vezes é precoce ou não, determinando também como serão apresentados os alimentos ao bebê”, orienta.

Para o nutricionista, o importante é que o momento da alimentação seja um ritual prazeroso para toda a família, além de evitar criar expectativas e querer corrigir as frustrações alimentares dos pais em seus filhos.

“Tenho muitos pacientes que tem hábitos ruins, mas tem consciência e buscam fazer diferente com os filhos. A questão é que nem sempre vai dar para comer escondido do filho, não é verdade? Então, por que os pais não educam seus filhos também se reeducando no quesito alimentar? É o maior desafio a meu ver. E o fato de hoje tudo ser muito imediatista e voltar para o lado da praticidade, é muito mais cômodo, prático e limpinho dar uma papinha industrializada para o filho do que cozinhar legumes e dar na mão do bebê que certamente vai sujar a casa toda, não é verdade? Isso tem que mudar para que consigamos uma menor incidência de obesidade infantil e crianças virando adultos com hábitos alimentares completamente equivocados”, ressalta.

Quando a criança nasce, ela ainda não consegue comunicar vontades e necessidades por meio de palavras. Mas utiliza outras formas para se expressar como sons, choro e movimentar as mãos e o corpo. ⠀ ⠀ Em relação à alimentação, desde os primeiros momentos de vida, a criança mostra sinais de fome ou saciedade. A partir dos 6 meses, quando começa a receber outros alimentos além do leite materno, a atenção e o respeito aos sinais de fome e saciedade são fundamentais para o processo de aprendizado da criança em relação à alimentação e para o seu pleno desenvolvimento. 🍇🍈🍊⠀ ⠀ Ao perceber estes sinais, a pessoa que cuida da criança deve responder de forma ativa, carinhosa e respeitosa, oferecendo o alimento à criança quando ela demonstra sentir fome e deixando de dar quando ela demonstra que está satisfeita. ⠀ ⠀ Arraste para o lado e conheça alguns desses sinais, de acordo com a idade da criança.⠀ ⠀ #AlimentaçãoSaudável #IntroduçãoAlimentar #SaúdeDaCriança

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Mas, e os líquidos?

Outra dúvida comum entre a família é em relação aos líquidos. Mas, afinal, pode dar suco para os bebês? Segundo o nutricionista, “nos primeiros seis meses é importante a introdução de água somente se o bebê não estiver mamando. Suco de fruta somente a partir do 6º mês. Na verdade a preferência deve ser por frutas em natura do que os sucos, elas tem muito mais fibras e uma quantidade menor de frutose do que o suco concentrado. Os industrializados nem pensar”, alerta.

O nutricionista também faz questão de dar um recadinho aos papais que estão passando por essa fase.

“Se divirta com seu filho, porém com limites, ele tem que entender que a hora de comer é hora de comer e hora de brincar é hora de brincar. Sei que é difícil um bebê de 6-7 meses entender isso, mas é algo que tem que ser trabalhado aos poucos. Tenham paciência e consciência de que cada refeição bem feita será uma passo positivo para o desenvolvimento do bebê”, orienta.

Desafios da introdução alimentar

Os primeiros passos da introdução alimentar do bebê podem gerar dúvidas e inseguranças, por isso, é recomendada a visita ao pediatra e ao nutricionista, para um melhor acompanhamento. Foi o que fez Cássia Tatiane Santos Grandidier, mãe do Caio Santos Grandidier, de apenas 11 meses, que enfrentou muitas dificuldades nessa fase.

Segundo ela, o pediatra recomendou iniciar a introdução alimentar com quatro meses, quando ela retornaria ao trabalho. Foi aí que as dificuldades começaram. “Nesse período meu bebê não aceitou nada. Fui na nutricionista para tentar outras formas, outras receitas, porém o Caio não aceitava. Eu colocava a comida na boca dele, ele fazia que ia vomitar, chorava, batia na minha mão. Eu fiquei bem frustrada, muito triste, mas a pediatra dizia que tudo seria no tempo dele, que eu não poderia desistir”, relembra.

Cássia com o filho Caio no mesário de 11 meses. Foto: Arquivo Pessoal

Com paciência, persistência e muita dedicação, Cássia teve uma ideia. Sempre que ia comer dava um pouco para o filho. “Com 8 meses ele começou a aceitar um pouco, duas colheres no máximo, mas para mim isso já era uma vitória. Mas, fruta e nem suco ele aceitava. Hoje, com 11 meses, ele está comendo melhor. Já come fruta, ainda é pouco, mas já progredimos. Não é fácil, sofri muito com isso, pois me achava incapaz de conseguir fazer meu filho comer, ainda mais por passar o dia fora de casa trabalhando, acredito que o processo é mais demorado por conta disso”, explica ela, acrescentando se sentir “frustrada porque agora que meu filho está iniciando de verdade de introdução alimentar”.

Karla com o filho Daniel Cal, de 1 ano e três meses. Foto: Arquivo Pessoal

No entanto, para a propagandista Karla Bentes Cal, mãe do pequeno Daniel Cal, de 1 ano e 3 meses, a introdução alimentar foi mais tranquila do que ela esperava. “Começamos de cinco para seis meses, pois ia voltar a trabalhar. Iniciamos duas semanas antes para que ele começasse a ir se acostumando. Ele nunca teve dificuldade para comer nada. No início foi o almoço e frutinha e, a noite era o leite normal e assim por diante”, relembra.

Segundo Karla, Daniel sempre foi estimulado a comer de tudo. “Ele nunca teve dificuldade para comer nada. Ele começou com a maçã, aceitou de primeira. Quando estávamos nesse processo, li muito que era para estimular a mastigação dele. E hoje ele come de tudo mesmo. Toma café com leite, tapioquinha, biscoito, pãozinho, frutas e comidinha”, conta.

Receitinhas para se inspirar!

 

Reportagem: Andressa Ferreira/DOL

Coordenação: Enderson Oliveira/ DOL

Multimídia: Gabriel Caldas/DOL



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