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Coito interrompido é um contraceptivo confiável? Veja riscos e histórias sobre o método

quinta-feira, 12/07/2018, 19:01 - Atualizado em 12/07/2018, 19:01 - Autor:


Entre os métodos contraceptivos usados pelos casais, um dos mais controversos - mas, ainda assim, um dos mais populares - é o coito interrompido, quando o parceiro retira o pênis da vagina pouco antes de ejacular (ou ao menos tenta). Mas esse método é, de fato, seguro? Segundo especialistas em reprodução humana, as estatísticas não são tão favoráveis assim.

Uma matéria do blog Universa, do portal UOL, relata, por exemplo, o caso da historiadora Carolina Martins, 32 anos, que decidiu parar de usar as pílulas anticoncepcionais por não estar se sentindo bem com o remédio. Ela procurou uma ginecologista e foi fazer exames para escolher outra alternativa. Na época, ela tinha 21 anos.

No entanto, enquanto analisavam as possibilidades, Carolina e o companheiro decidiram usar o coito interrompido. Foi assim que nasceu Ângelo, filho do casal.

“Quando peguei o exame, foi uma loucura. Eu tinha 21 anos, sentia tudo ao mesmo tempo, comecei a chorar. E meu companheiro não conseguia acreditar, porque ele tinha certeza de que tinha tirado mesmo antes de ejacular", relatou Carolina.

Segundo a ginecologista especialista em reprodução humana Renata de Camargo Menezes, por mais que o método seja feito da maneira “mais correta possível”, as chances de engravidar nunca deixam de existir e não são assim tão baixas: o “coito interrompido” tem aproximadamente 4% de probabilidade de dar errado.

“Existe um fluido de lubrificação da uretra, que vem antes da ejaculação e o homem não pode controlar. Ele contém espermatozoides, em um volume menor, mas contém”, de acordo com Thaís Dias, médica da família do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde.

Além dos riscos naturais da prática, o mais comum é que o método não seja usado da forma totalmente correta, aumentando ainda mais as chances de uma gravidez indesejada.

“Não é todo mundo que tem o controle de ejacular fora da vagina no momento correto. Alguns só tiram o pênis na hora que já estão gozando e pode cair um pouco de sêmen no canal vaginal. Ainda pode ser que tenha tido outra relação a antes e tenha ficado sêmen no canal da uretra", afirma Renata Camargo.

Segundo Renata, "qualquer método que vai reduzir a probabilidade da paciente engravidar, é um método contraceptivo. A questão é se é um bom método ou não".

Combinar métodos é melhor alternativa

Segundo as especialista, uma das melhores soluções para quem não quer engravidar é combinar diferentes métodos contraceptivos, considerando que qualquer um deles, isoladamente, apresenta riscos.

A fisioterapeuta Fabiana Eid, 44 anos, que tem dois filhos, é adepta do coito interrompido, mas não confia somente nele. "Combino com a tabelinha, porque dá um medinho de falhar", explica.  Assim, ela consegue saber quando está fértil para não arriscar uma relação com chances maiores de engravidar.

A estratégia de Fabiana tem funcionado há aproximadamente 11 anos.

"Já peguei gravidez de mulher com trompa cortada, de vasectomia", conta Renata. "De fato, o único método 100% seguro é o celibato. Mas se você combinar, já reduz bem as probabilidades", conclui a ginecologista.

(Com informações do blog Universa)

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