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Especialista alerta sobre os limites entre uma paquera e o abuso

sexta-feira, 16/02/2018, 18:39 - Atualizado em 16/02/2018, 18:45 - Autor:


Tema de polêmicas e inúmeras mobilizações e manifestações na imprensa e nas redes sociais, o debate sobre o limite do flerte e o que diferencia o assédio de um flerte ganhou ainda mais força. No carnaval deste ano, a campanha "não é não" ampliou o debate sobre assédio e reforça que os abusos não podem ser admitidos. 


Mas afinal, o que é flerte e assédio e quando um se torna o outro? De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida, o flerte é a paquera comum, que há interesse entre as partes. “Para se caracterizar o flerte, as partes devem corresponder à esta paquera, quando isso não ocorre e uma das partes insiste, causando constrangimento ou até mesmo um incômodo ou aborrecimento, esta conduta já pode ser considerada assédio”, esclarece a profissional.


Assédio significa uma perseguição insistente, importunação. Deixando de ser flerte quando a outra parte não corresponde a intenção de relacionamento. O assédio ocorre, muitas vezes, porque o indivíduo não aceita a possibilidade de rejeição ou até mesmo como forma de impor uma condição de autoridade diante do outro. O assédio deve ser considerado assim quando uma das parte ocupa lugar de desequilíbrio em relação ao outro. Este desequilíbrio pode ser financeiro, emocional ou social. Assim, para que esta paquera seja saudável, deve deixar bem claro que respeita os limites do outro.


À medida em que este assédio se confirma, deve ser explicitamente verbalizado. Ao permitir que este assédio se prolongue, a situação pode perder o controle. Ainda assim, não existirá razões para que este tipo de conduta se prolongue. Caso o indivíduo seja realmente amigo, deverá compreender a sua negativa e respeitar a decisão.


Se calar ou se submeter diante de situações de assédio pode desencadear inúmeras outras situações mais danosas e complexas.


(Com informações do Hapvida)

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