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Alimentação inadequada e sedentarismo aumentam a obesidade

quarta-feira, 14/02/2018, 17:59 - Atualizado em 14/02/2018, 18:19 - Autor:


O consumo de alimentos calóricos, industrializados e processados, aliado à ausência de atividades físicas são alguns dos fatores determinantes para a obesidade, que já afeta mais de 50% da população brasileira, de acordo com recente pesquisa realizada pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). A pesquisa faz parte das ações do Ministério da Saúde para estruturar a vigilância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no País, na última década.


Diante do cenário nacional, a endocrinologista Flávia Cunha, que atua no Hospital Jean Bitar (HJB), afirma que o excesso de peso corporal “se trata de um problema nacional e mundial”. Somente no Brasil, em 10 anos o número de obesos cresceu 60%, com prevalência em pessoas a partir dos 24 anos. O sexo masculino lidera o ranking, com 57,7%. Já no aspecto da obesidade a frequência entre os sexos é bem próxima: 19,6% homens e 18,1% mulheres. O mais preocupante, explica Flávia Cunha, é o aumento da doença, porque impacta diretamente no crescimento de doenças associadas, como diabetes e hipertensão.


A manicure Daniela Souza, 32 anos, sentiu esses problemas na pele há quase três anos, quando iniciou o tratamento no Hospital Jean Bitar para realização de cirurgia bariátrica. Nascida em Santa Bárbara do Pará (Região Metropolitana de Belém), ela chegou a pesar 178 quilos, desenvolveu diabetes e hipertensão, teve dificuldade para dormir, dores nas articulações e muito desconforto causado pela obesidade. Hoje, ela pesa 80 quilos e não precisa mais tomar os remédios diários para tratar as doenças associadas.


Agora, Daniela aguarda a cirurgia plástica reparadora nos braços, seios e abdômen. "Desde o início do tratamento sempre fui muito bem tratada por toda a equipe, desde a higienização até os médicos que me atendem”, conta a usuária.


No HJB, a realidade é inversa à da pesquisa nacional: cerca de 70% dos usuários em atendimento ambulatorial são do sexo feminino. “No hospital, como em todo atendimento de saúde, os homens procuram menos o médico, fazendo com que o cenário da unidade seja mais feminino”, observa a especialista.


Isso reflete o hábito alimentar do belenense, que consome basicamente carboidrato, principalmente farinha, pão e massas em geral. “O paraense consome em excesso esse tipo de alimentação e poucos alimentos saudáveis. O grau de inatividade física da população também é muito grande”, aponta a médica.


Flávia Cunha reconhece as dificuldades de quem vive nas grandes capitais em manter uma dieta balanceada. “É difícil resistir às comidas mais rápidas dos fast foods”, ressalta a especialista, alertando para a necessidade de optar por uma alimentação rica em proteínas, legumes, fibras e frutas.


Segundo ela, a prevalência de obesidade na capital é maior que na zona rural, onde há maior consumo de alimentos naturais e mais atividade física.


Sobre a efetividade dos resultados pesquisados pela Vigitel, a endocrinologista informa que a pesquisa é feita por meio de telefonemas, sem aferição de peso e altura. Esses dados são informados durante a ligação. “Dessa forma, serve como um panorama nacional e também para ver a evolução da população, mas não um dado pontual que representa que mais da metade da população de Belém esteja obesa”, acrescenta.


(Com informações da Agência Pará)

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